<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767</id><updated>2011-11-16T20:46:53.023-02:00</updated><title type='text'>Na Madrugada</title><subtitle type='html'>É na madrugada que tudo funciona melhor. É nela que os pensamentos se organizam. Que se vai além... Além do que se vê.
Pelo menos pra mim...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>50</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-6596070167594767412</id><published>2011-09-15T03:31:00.007-03:00</published><updated>2011-09-15T03:50:53.929-03:00</updated><title type='text'>O amigo do Diabo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passou a vida inteira jogando na loteria. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não abandonou seu vício nem mesmo depois da fatídica tarde em que seu médico trouxe o diagnóstico de que não teria mais de um mês de vida, assolado por uma devastadora e misteriosa peste que já havia levado muitos de sua terra natal, além de todos os seus familiares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era pobre, mas não miserável, de modo que nunca passou fome, mas não teve qualquer abundância e nem pôde realizar seus sonhos. Queria andar de jet ski, exibindo-se em uma praia repleta de garotas semi-nuas. Queria tomar os melhores vinhos. Queria ter um alambique em casa. Queria voar de helicóptero. E, de ótimo coração, também queria ajudar todas as crianças pobres do mundo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tão esperado bilhete premiado veio, mas por ironia cruel do destino, somente no pior e último momento de sua vida. Seus braços fracos e exauridos pela doença mal conseguiam se levantar para esboçar comemoração. Suas pernas, tanto menos. Na escuridão quase total de seu quarto, salvo pela luz de uma única vela acesa, o que era pra ser felicidade transformou-se em lamento e revolta. &lt;i&gt;“Para o diabo!”&lt;/i&gt;, murmurou, pois não podia mais gritar. &lt;i&gt;“Para o diabo!”&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse momento, a chama da vela solitária começou a crescer e a crescer, fazendo todo o quarto ser tomado pelo fogo em questão de segundos. Na ardência repentina, surgiu a imagem de um ser vermelho, de chifres, cauda e um impecável fraque negro. Era o diabo em pessoa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- O que você quer?&lt;/i&gt; – perguntou o agora milionário, sem medo e consciente da situação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;-Não lhe parece óbvio?&lt;/i&gt; – começou Lúcifer com sua voz grave e exalando terrível hálito podre. – &lt;i&gt;Quero sua alma.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- Mas isso não devia ser um pacto? Eu não deveria ter algo em troca?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- O que quiser, meu caro. O que quiser. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- Pois bem &lt;/i&gt;– pensou bem antes de anunciar. &lt;i&gt;– Quero levar toda a minha fortuna comigo. E se não der para usar dinheiro no inferno, que eu possa transformar esse poder financeiro em algum tipo de poder equivalente. Quero continuar rico! &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- Que assim seja &lt;/i&gt;– respondeu o diabo, finalizando a conversa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entregou-lhe um papel para que assinasse. E feito isto, sua horripilante imagem foi sumindo e o fogo apagou-se por completo, sem consumir nada daquele humilde quarto. Por um instante indagou a si mesmo se aquela experiência não havia sido um delírio causado por seu estado terminal. Sem resposta, fechou os olhos para dormir e não mais os abriu. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era o fim de sua vida de lixo e o início de uma era de luxo que não começou tão boa assim. Estava no inferno, afinal. Um gigantesco deserto de areia vermelha e escaldante abriu-se a sua frente e a imagem de um céu escuro acima de pessoas se arrastando em busca de alimentos e de escravos açoitando outros escravos perturbou-lhe a mente. Mas estava lá, livre da doença e com poderes que ainda não conhecia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Procurou pelo demônio com quem tinha conversado para saber se sua parte do pacto havia sido cumprida e teve resposta positiva, apesar de não ter recebido muita atenção. Ganhou, então, pedras mágicas que podiam ser trocadas pelo que quisesse. Era o dinheiro que esperou a vida toda e só chegara depois da morte. Com suas pedras, tratou logo de melhorar o ambiente que agora vivia. Sua riqueza impedia qualquer castigo infernal. Até mesmo no inferno os ricos têm privilégios. Construíram para ele uma casa, como sempre desejou, com fontes de cachaça. Adquiriu uma espécie de helicóptero individual, por onde podia sobrevoar todo o deserto vermelho. Com outras tantas de suas intermináveis pedras mágicas, deu um jeito até de fazer uma praia artificial no deserto para que andasse de jet ski. Só faltava, no entanto, quem o ensinasse. Os melhores e mais caros vinhos do planeta estavam na adega de sua casa subterrânea. E como nunca bebia sozinho, passou a convidar seu primeiro e único conhecido, Lúcifer, para as noites de degustação e consequentes exageros. Brindava com o diabo e conversavam sobre todos os temas possíveis e imagináveis. Entre uma taça e outra, falavam dos políticos que por ali estavam, de quem gostariam de ver no inferno, das guerras, dos pedófilos e até mesmo de Deus, a quem o demônio torcia a boca cada vez que pronunciava. A situação era que ele só tinha Lúcifer como companhia e Lúcifer honrava-se de ser convidado para tantos drinks. Ninguém nunca havia se aproximado tanto do diabo. Viraram amigos. Ele ajudava na parte administrativa do inferno oferecendo, inclusive, uma série de melhorias, as quais o demônio nunca havia tido a capacidade de pensar. Tornou-se o braço direito do tinhoso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em uma outra infindável noite qualquer regada a vinho, confessou a Lúcifer que apesar de ter sua alma vinculada ao mal, mantinha em sua mente, e quem sabe em seu coração, seu antigo desejo de ajudar de alguma forma as crianças que passavam fome no mundo. O diabo tentou persuadi-lo, dizendo que “o mundo” era passado, pois o “seu mundo” agora era o inferno, com tudo que ele queria e era seu por direito, mas foi em vão. E diante de sua inabalável convicção e bondade, Lúcifer percebeu que aquele não era seu lugar. Como forma de raro agradecimento para com aquele que foi seu único amigo em toda eternidade, propôs:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- Eu rasgo nosso pacto e te faço voltar à vida, com saúde e toda a sua riqueza. Você realiza seu sonho e, na hora certa, eu volto para te buscar e tomarmos mais vinho por aqui.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aceitou, radiante e emocionado. Fechou os olhos, como na vez que morreu, mas dessa vez os abriu logo. Estava novamente em seu pequeno quarto. Levantou-se, olhou no espelho e percebeu-se incrivelmente saudável. Tomou-se por completa felicidade até que viu sua riqueza que trazia do submundo: um punhado de pedras avermelhadas, sem qualquer valor aqui na Terra. Procurou desesperado e achou seu bilhete de loteria, mas o prêmio já havia caducado há tempos. Estava pobre de novo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de algumas horas de lamentação, resolveu sair às ruas para aproveitar seu único bem, sua saúde. E ao atravessar a primeira rua, descuidou-se e virou vítima fatal de um atropelamento. Era a segunda vez que morria, mas a primeira que morria miserável. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No além, foi recebido por anjos que o guiaram até o céu, onde, por toda a eternidade, tocaria harpa em um ambiente de total calmaria confundida com tédio, ou vice-versa. Sem vinhos, alambiques ou helicópteros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o diabo? Bom, este rapidamente se esqueceu do babaca que tinha passado por ali. Preocupava-se apenas em fazer manobras radicais no jet ski, exibindo seu belo rabo para as garotas semi-nuas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-6596070167594767412?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/6596070167594767412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=6596070167594767412&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/6596070167594767412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/6596070167594767412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2011/09/o-amigo-do-diabo.html' title='O amigo do Diabo'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-7850967412635337796</id><published>2011-08-04T23:12:00.003-03:00</published><updated>2011-08-04T23:21:34.428-03:00</updated><title type='text'>Trincheira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Combatentes, um aviso: não vão me ferir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje encaro a guerra de outro modo. Não mais me exponho como antes. Quantos tiros tomei em meu peito? Sinceramente, não sei como sobrevivi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Carrego um escudo pesado. Mas não o solto por nada. Meu capacete está apertado, não vai cair da minha cabeça caso eu me mova. Sozinho, cavei uma trincheira profunda e muito segura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não me chamem de covarde. Ou chamem, se assim considerarem. Eu não me importo. Aprendi a atirar e no primeiro sinal de perigo não tenho piedade em matar quem pode me ferir. As cicatrizes são visíveis e me lembram o tempo todo do perigo que corro a cada batalha. Mas não me retiro, apenas me protejo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que me meti em um buraco tão fundo que não sei se posso sair para ver o sol. E às vezes penso que se o inimigo aparecer enquanto me distraio e disparar fatalmente em meu peito, tanto melhor. Acabaria com meu desconforto e as cicatrizes não fariam qualquer diferença. Às vezes torço pra isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas minha experiência no campo de batalha me diz claramente: não iriam me matar, somente me ferir. Logo, me protejo mais e faço disso um ato impossível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se não for fatal, ou seja, para sempre, que assim seja, portanto. Que minha trincheira me esconda, que meu escudo me ampare e minhas armas não falhem contra esse inimigo chamado paixão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-7850967412635337796?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/7850967412635337796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=7850967412635337796&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/7850967412635337796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/7850967412635337796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2011/08/trincheira.html' title='Trincheira'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-8026601293044552204</id><published>2010-12-15T04:43:00.007-02:00</published><updated>2010-12-16T23:59:42.158-02:00</updated><title type='text'>Eutanásia</title><content type='html'>Livre-me do mal, que tal? Cure-me do desconforto que morto não sente dor. Pare minha fome e retome sua vida. Agrida com vitória quem só me faz ferida. Deixe-me ser dominada, já que dela não escapa nada. Não tem jeito, já tá feito. Doença maldita que me leva à escuridão. Não, não peça perdão. Melhor assim. O fim não é pior que esse meio. O alívio é melhor que o receio. E é assim que eu me recolho. Se insiste, me olha no olho. Não posso falar, mas sei demonstrar. Neste brilho, como de uma mãe para um filho, está sua absolvição. Não se preocupa. Não bota a culpa em ninguém, pois quem poderia evitar? Mas não me deixa te ver chorar! Não me dá mais esse castigo. Esse fardo, amigo, é meu. Mas valeu! Estarei para sempre contigo. E me carrega sempre na memória. Toda história que construímos... e como nos divertimos! Agora, tenta dormir. Amanhã já quero partir. E terá que assinar um papel que vai garantir minha ida pro céu. Seja forte, meu rapaz. Pode crer: ficarei em paz. Quando o líquido me invadir, segura bem a minha mão. Minha visão vai diminuir e não quero ver ou sentir sua lágrima caindo. Estarei indo. Cuida da sua mãe e da minha. Elas eram o mais importante que eu tinha. Fica bem aí desse lado. Eu só posso dizer obrigado. E quando der, por favor, sorria. Vai acabar a minha agonia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;dedicado à minha gata Faísca que, há dois meses, partiu rumo a Gatópolis.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-8026601293044552204?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/8026601293044552204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=8026601293044552204&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/8026601293044552204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/8026601293044552204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2010/12/eutanasia.html' title='Eutanásia'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-623949706479061534</id><published>2010-11-17T00:06:00.002-02:00</published><updated>2010-11-17T00:17:16.964-02:00</updated><title type='text'>Jesus Cristo is now following you on Twitter!</title><content type='html'>Ele voltou. No século XXI. E justo no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou e demorou para aparecer, pois precisava de um plano para provar pra humanidade que ele era Ele mesmo. Ninguém nunca entendeu direito esse plano, mas ele conseguiu. Todos sabiam que aquele era Jesus. Foi um plano divino, afinal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na TV brasileira foi um fenômeno. &lt;br /&gt;Participou do Big Brother e foi recordista de vitórias em provas do líder. Ganhou todas que participou! As provas de resistência foram sua especialidade. Para dar graça à competição, Boninho criou, então, uma nova regra que proibiu 5 lideranças consecutivas. Com isso, o novo líder indicou Jesus para o Paredão e o público exigiu a eliminação do líder, acusando-o de “novo Judas”. A produção do programa acatou. Jesus ganhou o reality e doou o prêmio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi no Domingão do Faustão pra falar de sua participação e acabou indo às lágrimas no Arquivo Confidencial. Deu entrevista pro Jô, que insistiu na piada de dizer que eles eram xarás, pois seu nome era "Joshuares". Fez crescer cabelo na cabeça do Derico e transformou a água da caneca do Jô em vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recusou assinar contrato fixo com qualquer emissora e participou também da Fazenda. Amou todos os animais de lá como a ele mesmo e ressuscitou um bezerro. Ganhou fácil também.&lt;br /&gt;Bem-humorado, participou do Pânico na TV e obviamente levou pra casa o carro de passeio do Amilcar na prova de andar sobre as águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Twitter passou a ter mais seguidores que o Twitter da Lady Gaga, do Marcelo Tas, do Luciano Huck e do Mano Menezes juntos. E o número aumentava absurdamente a cada dia. Os cristãos, todos, queriam criar uma conta no microblog só para seguir o @JesusCristoOficial que, não só tinha o selo de Verified Account, como também o de Jesus’ Account. Seu nome ficou o tempo todo nos Trending Topics, que frequentemente também tinha as hashtags #elevoltou, #eujasabia, #aleluia e #perdao. Seus tweets contavam de forma descontraída as suas impressões sobre o mundo de hoje. O único problema, no entanto, é que indiretamente ele provocou o milagre da multiplicação de baleias. O servidor do Twitter não aguentou e entrou em colapso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Facebook, Jesus ostentou a maior e mais organizada Farmville do mundo. Em seu mural, testes do Quiz Planet revelaram que seu nível de maldade era 0%, que se ele fosse um filme do Kubrick ele seria o “Glória Feita de Sangue” e que em uma suposta vida passada ele teria sido um camponês medieval. E milhares de pessoas “curtiram” tudo que ele publicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus também criou um Formspring, pra sanar as dúvidas da população mundial. Sensato, não exibiu perguntas pessoais, mas fez questão de responder por e-mail aos curiosos desesperados. Dentre as perguntas que mais se destacaram, estavam: “O Toninho do Diabo te incomoda?”; “O que o Senhor tem a dizer sobre o Santo Prepúcio?” e “O Corinthians vai ser campeão da Libertadores?”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja foi a única instituição que não reconheceu Jesus como Jesus, apesar de sempre terem cravado sua volta. Não seria interessante pra eles, visto que o próprio Cristo não se vinculou à religião alguma e criou um novo conceito para religião. Na política, também não se envolveu. Disse ao CQC que pegou raiva depois que Pôncio Pilates e Harodes Antipas o sacanearam. Gentili brincou dizendo que não mudou muita coisa de lá pra cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi convidado a dar o pontapé inicial na partida final da Copa do Mundo, que teve toda sua renda destinada a pessoas carentes. O jogo foi entre Brasil e Argentina. O jogo começou e Jesus logo teve que voltar ao gramado, 38 minutos depois, solicitado pela equipe médica. O principal jogador brasileiro estava no chão, com o joelho estourado e Cristo o curou apenas pondo a mão sobre a patela do camisa 10. A torcida cantou: “Há, há! Hu, hu! A mão de Deus é nossa!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final do ano, de novo na Globo, o cantor Roberto Carlos, com um impecável terno azul, fez emocionado o melhor especial de sua vida. E quando cantou &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Mas meu amigo, volte logo. Venha ensinar meu povo que o amor é importante. Vem dizer tudo de novo.”&lt;/span&gt;, Cristo entrou triunfalmente no palco e, juntos, encerraram o show com a canção: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Eu voltei, voltei para ficar..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi numa tarde de sábado que ele convocou jornalistas do mundo inteiro – e ele tinha aprendido a falar todas as línguas muito bem, conselho de seu amigo João Paulo II – para uma coletiva de imprensa. Disse que o mundo não tinha muito jeito mesmo, que o juízo final começaria em 3 meses e que, nesse período, iria para os Estados Unidos treinar MMA para o derradeiro combate corporal com o Anti-Cristo. Ganhando ou perdendo, o planeta seria castigado com diversos desastres naturais por 7 anos, mas um disco voador livraria os bons do suplício. Após seu pronunciamento, vestiu sua jaqueta de couro, subiu em sua Harley Davidson e voou até sumir nas nuvens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois disso, nunca mais apareceu.&lt;br /&gt;Mas o twitter voltou a funcionar normalmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-623949706479061534?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/623949706479061534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=623949706479061534&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/623949706479061534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/623949706479061534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2010/11/jesus-cristo-is-now-following-you-on.html' title='Jesus Cristo is now following you on Twitter!'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-5906551259947075908</id><published>2010-10-07T03:59:00.005-03:00</published><updated>2010-11-17T00:06:16.556-02:00</updated><title type='text'>Perfídia</title><content type='html'>Bola 8 na caçapa do meio, cantou sua última tacada. E venceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma última golada na cerveja, matando quase todo o copo americano. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“O sabor da vitória”&lt;/span&gt;, disse erguendo seu copo, desmerecendo a atuação da dupla adversária, que perdeu o jogo para um só homem. &lt;br /&gt;Seu primo, companheiro de sinuca, não estava lá, havia dito que estava doente e não poderia sair de casa.&lt;br /&gt;Recusou outro jogo. Recusou outra cerveja. Queria estar sóbrio.&lt;br /&gt;Foi até o dono do bar, velho conhecido, e pediu para que pusesse a garrafa consumida na conta. Sem problemas. &lt;br /&gt;Com ele, nada de dinheiro. Apenas seu RG e um presente que seu tio lhe deu. &lt;br /&gt;Despediu-se de todos e tomou direção contrária à sua casa. Pra quê voltar pra casa, se sua mulher não estaria lá, afinal? &lt;br /&gt;Ela havia dito que passaria a noite na casa de sua mãe, pois ela não estava bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho, passou por um campinho. Desses que só se encontram nas periferias da cidade e mesmo assim estão cada vez mais escassos. Algumas crianças terminavam o futebol. Já era noite. Parou para observar e sentiu saudade de quando era moleque e jogava bola com o primo, o mesmo da atual parceria na sinuca, em um campinho muito parecido, até o anoitecer.&lt;br /&gt;Uma das crianças do time que havia vencido o jogo, feliz e aliviada como se tivesse tirado um peso imenso das costas, comemorava cantando:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Olha o passo do elefantinho. Olha como ele é bonitinho.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiu em frente.&lt;br /&gt;Passou por um prostíbulo sujo do bairro. Olhou para a meretriz que estava na porta, uma mulher loira que visivelmente já não gozava da juventude, usando roupas que visivelmente não gozavam do bom gosto. Lembrou de algumas das vezes que havia adentrado aquele estabelecimento. Os porres que lá tomou, as garotas com quem se divertiu e o dinheiro que ali ficou. Isso, é claro, antes de se casar e se tornar um homem direito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virou a esquina. Caminhou por uma rua escura e estreita, com postes que ocupavam quase toda a calçada e caixotes jogados que faziam qualquer pedestre desviar, tendo que passar pelo meio da rua. Isto é, se existisse algum outro pedestre com coragem o suficiente de passar por aquela rua tão sombria e aterradora. &lt;br /&gt;De um lado, algumas fábricas já vazias e sem funcionamento. Do outro, um muro, bem longo, separando o asfalto do mato e que só terminava na lateral da única casa da rua. &lt;br /&gt;Uma casa sem vizinho nenhum. &lt;br /&gt;Era lá o seu destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao se aproximar, viu que a única luz acesa daquele lar era a do andar de cima.&lt;br /&gt;Subiu em cima do muro do matagal, passou pro muro da residência e pulou para dentro do quintal dos fundos. Conhecia muito bem aquela casa, tão bem que tinha certeza que a porta da cozinha estaria aberta. Estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou. Tudo escuro. Não fez barulho nenhum.&lt;br /&gt;Foi até a sala. Sem enxergar nada. E sem fazer barulho nenhum.&lt;br /&gt;Chegou na escada. Subiu devagar. Não fez barulho nenhum.&lt;br /&gt;Andou pelo corredor. Lentamente. Barulho nenhum.&lt;br /&gt;Com a mão esquerda, girou e empurrou a maçaneta.&lt;br /&gt;Com a mão direita, sacou o presente de seu tio.&lt;br /&gt;E deu dois tiros.&lt;br /&gt;Um no peito de sua mulher.&lt;br /&gt;E um na cabeça de seu primo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogou a arma sobre a poça de sangue.&lt;br /&gt;E saiu pela porta da frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na rua escura, andava de volta para casa e assobiava:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Olha o passo do elefantinho. Olha como ele é bonitinho.”&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-5906551259947075908?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/5906551259947075908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=5906551259947075908&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/5906551259947075908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/5906551259947075908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2010/10/laco.html' title='Perfídia'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-8120856438270058072</id><published>2010-09-23T03:56:00.005-03:00</published><updated>2010-09-23T04:10:09.669-03:00</updated><title type='text'>Dorme, dor</title><content type='html'>Dorme&lt;br /&gt;Descansa os olhos cansados de chorar&lt;br /&gt;Deixa que ponho tudo em seu lugar&lt;br /&gt;E quem sabe eu possa te fazer rir&lt;br /&gt;Quando o sol voltar a se abrir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dorme&lt;br /&gt;Que amanhã será um novo dia&lt;br /&gt;E se não voltar tua alegria&lt;br /&gt;Essa tua amarga agonia&lt;br /&gt;Ganhará a minha companhia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dorme&lt;br /&gt;Com os anjos, se tiverem respeito&lt;br /&gt;Enquanto construo aqui nossa casa&lt;br /&gt;E se um não proteger-te direito&lt;br /&gt;Eu vou lá e arranco-lhe a asa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dorme&lt;br /&gt;Que essa dor pode não ter passado&lt;br /&gt;Mas eu tenho um favor a pedir&lt;br /&gt;É que eu quero estar bem ao teu lado&lt;br /&gt;Quando tu acordar e sorrir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-8120856438270058072?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/8120856438270058072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=8120856438270058072&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/8120856438270058072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/8120856438270058072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2010/09/dorme-dor.html' title='Dorme, dor'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-4039648410498807880</id><published>2010-07-16T02:58:00.007-03:00</published><updated>2010-08-03T01:11:54.858-03:00</updated><title type='text'>O jardim</title><content type='html'>Era novembro, mas fazia frio. Maluquices do tempo.&lt;br /&gt;Aquele senhor voltava do bar com seu maço de cigarros no bolso, motivo de sua coragem para enfrentar o vento úmido. No caminho de volta, sentiu o sol amenizando a baixa temperatura e iluminando sua cabeça quase completamente desprovida de cabelos. Talvez fosse melhor aproveitar aquele sol. Morava sozinho, era divorciado e seus filhos já eram casados. Não havia motivo para voltar pra casa tão rápido. Resolveu, então, caminhar pelo bairro onde viveu toda sua vida e manter a orientação de seu médico, de praticar algum tipo de exercício, mesmo que seja uma caminhada pelo bairro. &lt;br /&gt;Passou pela banca de jornal, por onde sempre passava.&lt;br /&gt;Passou pela praça das crianças, por onde sempre passava.&lt;br /&gt;Passou pela tinturaria, por onde sempre passava.&lt;br /&gt;E parou por ali, onde sempre parava. Daquele ponto em diante começava uma rua mais estreita e, a pé, ele nunca seguia. Não por qualquer motivo de segurança - o bairro era mesmo muito tranqüilo, como cidades minúsculas do interior - mas sim pelas lembranças. &lt;br /&gt;Até mesmo quando dirigia e era obrigado a passar por ali por qualquer motivo, evitava a todo custo reparar nos detalhes da rua, das casas. Ignorava. Agora não mais dirigia e não precisava ir longe de seu lar para comprar o que quer que fosse. Portanto, por ali ele não passava.&lt;br /&gt;Aquela tarde, porém, não era uma tarde comum. &lt;br /&gt;Não só pelo frio com vento úmido e céu aberto no mês de novembro. Alguma coisa, que jamais alguém poderia explicar, tomou posse daquele senhor e ele seguiu em frente.&lt;br /&gt;Seguiu pela ruela que há anos evitava. E seguiu reparando em tudo. Nas casas, nos postes, no comércio. &lt;br /&gt;A sapataria ainda estava lá, mas a lojinha de doces agora era uma papelaria, a marcenaria era agora um escritório qualquer e o espaço onde antes havia a maior casa da região, agora abrigava um prédio com apartamentos apertados. Talvez as lembranças do comércio daquela pequena rua estivessem embaralhados, talvez não fosse exatamente assim. &lt;br /&gt;Mas no fim da rua existia uma casa com um portão branco, que sempre foi branco e, esta casa sim, ele jamais iria esquecer. &lt;br /&gt;Avistou de longe. Pensou em recuar, mas já estava ali. Aproximava-se lentamente e a cada passo que dava em direção ao portão branco, sentia seu coração bater cada vez mais forte. &lt;br /&gt;Chegou. O número 640 seguia firme pregado na parede além do portão. Já a tintura da casa não resistira ao tempo e deixava a casa acinzentada. &lt;br /&gt;Que bobagem, pensou. Com tanto tempo a casa deve ter sido pintada e repintada dezenas de vezes. Apesar do cinza, a casa tinha um aspecto alegre e isso se devia ao fato de que havia, entre o portão e a parede, um lindo jardim. Um jardim que antes não existia. Pelo menos, não em sua memória. &lt;br /&gt;Não podia contar quantas rosas existiam ali. Havia outras flores também, mas ele só conhecia as rosas. &lt;br /&gt;Ficou ali, parado em frente àquela casa e admirando as flores, quando de repente foi interrompido por um susto. A porta se abria. &lt;br /&gt;Por ela saiu uma senhora, cabelos grisalhos, vestido florido e um regador na mão. O coração do senhor que havia se aquietado, voltou a acelerar. Seria ela?&lt;br /&gt;Ela não o notou e começou a cuidar de seu jardim. Enquanto regava e cortava algumas flores, ele teve tempo de notar seu rosto e ter certeza. Era ela! E ela o notou.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;-Pois não?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ele não respondeu. Ela então se aproximou. Olhou nos olhos daquele senhor e o reconheceu. &lt;br /&gt;Aquela não era uma tarde comum.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;-Jorge?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;-Oi, Lúcia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;-Você... O que você... Oi! Quanto tempo! Você...&lt;/span&gt; – ela não conseguia achar as palavras. Nem sabia quais palavras procurar, tamanha surpresa. E ele sorriu, contente por ela ter se lembrado dele e porque achou engraçado a forma como ela não conseguia formular a frase. Ela então parou de gaguejar e sorriu também. Abriu o portão e saiu na calçada para conversarem.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;-O que você faz aqui?&lt;/span&gt; – conseguiu perguntar.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;-Eu estav... eu decidi que... eu...&lt;/span&gt; – a gagueira havia passado para ele. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;– na verdade meu médico disse que seria bom eu fazer caminhadas e resolvi passar por essa rua para chegar no outro bairro e parei aqui pra ver a sua casa e me encantei com as flores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;-Mas... Mas você &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;nunca mais&lt;/span&gt; apareceu.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;A ênfase que ela deu no “nunca mais” tinha explicação. Quando eram bem jovens, antes mesmo de fazerem 20 anos, eles eram namorados e apaixonados. Em uma época em que se namorava praticamente escondido e que nem em sonho ele poderia atravessar aquele portão branco e por vezes, por esse motivo, iam namorar na sorveteria e depois se sentavam na calçada da marcenaria, olhando para a casa grande e sonhando em um dia comprá-la para casarem e criarem lá seus filhos.&lt;br /&gt;Mas a vida tomou outros rumos. Casaram-se com pessoas diferentes e nunca mais se viram, pois as lembranças causavam, aos dois, um certo sofrimento, uma angústia e uma frustração de saber que aquele romance havia sido interrompido. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;-Você também não apareceu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ela não respondeu.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;-Fiquei sabendo do seu marido... Eu sinto muito.&lt;br /&gt;-Tudo bem, já faz tempo. Encontrei forças nas minhas filhas. Foi uma delas que te contou?&lt;br /&gt;-Não, na verdade eu nem as conheço. Mas seu neto contou para minha neta e ela me contou.&lt;br /&gt;-Engraçado eles se conhecerem, né?&lt;br /&gt;-É... Mesmo colégio, mesma idade, mesma classe... É engraçado.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;Os dois se olharam e sorriram novamente.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;-Parabéns pelo jardim!&lt;/span&gt; – ele cortou o breve silêncio.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;-Obrigada.&lt;/span&gt; – Sentiu que ia dizer algo importante &lt;span style="font-style:italic;"&gt;- Cuido dele há 50 anos. &lt;br /&gt;-Puxa!&lt;/span&gt; – exclamou percebendo se tratar de muito tempo, mas sem fazer as contas &lt;span style="font-style:italic;"&gt;- Cuida muito bem. Antes não havia nada, né?&lt;br /&gt;-Não. Eu comecei a criação com uma rosa. Aquela rosa. Aquela que você me deu, pouco antes de terminarmos, lembra? Hoje virou isso.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;Ele não conseguiu falar nada. Seu coração, que havia se aquietado, voltou a bater mais forte.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;-Desculpe! Nem te convidei para entrar e tomar um café. Vamos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E lá estava ele, pela primeira vez, atravessando o portão branco.&lt;br /&gt;Aquela, definitivamente, não era uma tarde comum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-4039648410498807880?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/4039648410498807880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=4039648410498807880&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/4039648410498807880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/4039648410498807880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2010/07/o-jardim.html' title='O jardim'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-6654002023599805663</id><published>2010-05-10T04:32:00.002-03:00</published><updated>2010-05-10T04:33:38.811-03:00</updated><title type='text'>Por mim</title><content type='html'>Por ter me agüentado 9 meses pesando em sua barriga.&lt;br /&gt;Por ter agüentado, pela terceira vez, um bebê chorando quase toda noite e te acordando, precisando de cuidados.&lt;br /&gt;Por ter agüentado 10 anos uma criança chorona que não gostava de ir pra escola.&lt;br /&gt;Por ter agüentado uns 3 anos de pré-adolescência rebelde, mal-criada.&lt;br /&gt;Por ter agüentado mais tantos anos de adolescência, com tantos problemas que qualquer adolescência traz.&lt;br /&gt;Por ter ajudado a me transformar no homem que sou hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo carinho, pelo amor, pelo respeito.&lt;br /&gt;Pelos colos cedidos, pelos cafunés, pelos sorrisos.&lt;br /&gt;Pelas conversas que tivemos, pelas conversas que não tivemos, pelas conversas que vamos ter.&lt;br /&gt;Pela paciência, pela tolerância, pela confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela preocupação comigo, pela preocupação com a família, pela preocupação com a nossa falta de preocupação. Pela sua tranqüilidade. Por ser nosso ponto de equilíbrio.&lt;br /&gt;Pela personalidade forte, guerreira, insistente e inquieta que eu tento me espelhar.&lt;br /&gt;Por tudo que me ensinou e pela inteligência espiritual que transmite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por não desistir de mim, mesmo quando dou motivos para isso.&lt;br /&gt;Pela força que me deu nos momentos difíceis. Pelas lágrimas derramadas ao entender meu sofrimento.&lt;br /&gt;Por ficar ao meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo pelas nossas brigas, que me fizeram perceber que não sou absolutamente nada sem você.&lt;br /&gt;Por ser quem você é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isso e muito, muito mais:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Obrigado, mãe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo você eternamente.&lt;br /&gt;Feliz dia das mães.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-6654002023599805663?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/6654002023599805663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=6654002023599805663&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/6654002023599805663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/6654002023599805663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2010/05/por-mim.html' title='Por mim'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-8637081245860355240</id><published>2009-12-06T02:46:00.001-02:00</published><updated>2009-12-06T02:46:29.957-02:00</updated><title type='text'>Enquanto</title><content type='html'>Eu sei, há tempos não falo nada. Principalmente de mim.&lt;br /&gt;Acho que aprendi a conviver com um misterioso enquanto, que não revela tempo, maneiras ou certezas. Acho.&lt;br /&gt;Minhas convicções nunca se mostraram totalmente verdadeiras ou falsas. Agora, então, não mais as tenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sigo&lt;br /&gt;Esperando o dia que me sentirei, enfim, completo novamente, flutuando os pensamentos como nunca deixei de acreditar.&lt;br /&gt;Buscando caminhos, trilhas e pistas que me levem a algum outro lugar, bem alto, de onde eu possa contemplar o horizonte e, ao olhar pra trás, me perceber perdido, tendo como única saída soltar meu corpo ao abismo.&lt;br /&gt;Tentando evitar a mania de esquecer que me prendo a uma idéia, não a uma pessoa, mesmo que essa pessoa seja a única que me faz esquecer qualquer outra idéia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sigo&lt;br /&gt;Descobrindo-me, cada vez mais, como alguém que, como tantos outros, prefere sofrer por amor a ser condenado a uma vida sem. &lt;br /&gt;Aí me aqueço em novos abraços, me encanto por mais olhares, conheço outras bocas e outros beijos.&lt;br /&gt;Alimentando com migalhas a esperança, pois ela alimenta-me a alma, enquanto não descubro sua par. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo assim, sempre em vão, mas sigo. &lt;br /&gt;Até ter de volta o que perdi. Ou encontrar em outro alguém, enfim, o pedaço que me falta para me perder por inteiro, sem chão pra pisar ou cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se posso garantir apenas uma certeza, apresento-lhes: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu não desisto jamais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-8637081245860355240?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/8637081245860355240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=8637081245860355240&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/8637081245860355240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/8637081245860355240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2009/12/enquanto.html' title='Enquanto'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-2506868809128166047</id><published>2009-09-30T03:22:00.008-03:00</published><updated>2009-09-30T03:58:21.636-03:00</updated><title type='text'>(in)Verno</title><content type='html'>Foi tudo tão rápido. &lt;br /&gt;Conheceram-se, conversaram algumas vezes, perceberam suas afinidades, riram e em poucos dias sentiram a necessidade de estarem juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá estavam. Embaixo de um céu completamente aberto, à beira de um lago, numa linda tarde. Fazia frio, mas o sol o impedia de incomodar. Fazia muito sol, mas o frio o impedia de incomodar. Ou seja, o clima estava perfeito e a grama verde nunca foi tão convidativa. &lt;br /&gt;Deitados e abraçados, alimentavam patos e gansos, que, curiosos, flutuavam até a beira do lago para saberem quem eram aqueles dois desconhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversavam e riam. Descobriam-se cada vez mais. Todos os assuntos que sempre os intrigavam, surgiam para se explicar ou para realmente fugir a uma lógica. Ele não entendia a simplicidade das cachoeiras e ela não entendia a complexidade dos buracos-negros, mas os dois fenômenos os encantavam. E cada vez mais eles se viam mais encantados um pelo outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol começou a ir embora. Mas não sem antes presenteá-los, pintando todo o céu de laranja. A paisagem se fez linda. O grande lago refletia o pôr-do-sol e as árvores. Muitas cores.&lt;br /&gt;E se já estavam juntos antes do sol partir e deixar o frio dominar, agora eles estavam praticamente grudados. E claro que não era apenas para se aquecerem. Aquele cenário perfeito exigia que se beijassem. Assim o fizeram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora olhavam o céu, mais escuro e viam estrelas. Só duas estrelas, pra ser mais exato. Ou três. A cada minuto, uma estrela nova e um beijo novo. Mais estrelas. Mais escuro. Mais beijos. Mais frio. Mais abraços. Céu estrelado. Muito frio. &lt;br /&gt;Era hora de ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhavam de mãos dadas. "Que estranho", pensou. "Mas que bom!", continuou pensando.&lt;br /&gt;Foram jantar. Sanduíche de presunto e Coca-Cola. Simples demais, mas os dois adoravam tanto quanto o garoto do oito. &lt;br /&gt;Estavam de volta ao apartamento dela. Um colchão na sala, travesseiros, cobertor pesado e um filme na TV foram suficientes para voltarem à magia do pôr-do-sol no lago.&lt;br /&gt;Mãos dadas, mais risadas, mais beijos, mais abraços, calor. Mais tudo de novo. Mais calor. Jogo na TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o time dele na final. Era ela torcendo contra. Era o time dele fazendo gols. Era ela se irritando. Era ele tirando sarro. Era ela o golpeando fortemente com uma almofadada na cara. Eram os dois rindo feito bobos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era hora, agora, dele voltar pra casa. Enquanto esperava o elevador, subitamente ele olhou pra ela e a viu sorrindo, com um brilho no olhar, observando-o. Ganhou o dia, o mês e o ano naquele olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto seguia seu caminho de volta pra casa, a fumaça saía de sua boca e ele sorria. "É muito querer mais dias assim?", perguntava-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele dia de outono foi tão incrível que, no começo da primavera, ele lembrava e encontrava a resposta: "Sim, seria querer muito!" &lt;br /&gt;O amor dos dois pouco resistiu ao inverno. Tão rápido quanto veio, na aproximação, foi-se, no afastamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntou-se "como?" e achou ter entendido. Talvez um fosse simples como uma cachoeira e o outro fosse complexo como um buraco-negro.&lt;br /&gt;Mas era só uma suposição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-2506868809128166047?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/2506868809128166047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=2506868809128166047&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/2506868809128166047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/2506868809128166047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2009/09/verno.html' title='&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;(in)&lt;/span&gt;Verno'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-3418406829241797156</id><published>2009-06-23T17:30:00.004-03:00</published><updated>2009-06-23T17:54:46.477-03:00</updated><title type='text'>Acaso do acaso</title><content type='html'>Ele acordou no horário. Às 7 da manhã, seu despertador tocou e ele iniciou sua rotina matinal. &lt;br /&gt;Jogou uma água no rosto, escovou os dentes, enfim, fez todas essas coisas que todos fazem pela manhã. Desceu, tomou um belo café-da-manhã com bolo, suco de abacaxi, uma maçã... &lt;br /&gt;Pensou o quão sozinho se encontrava. Aquilo realmente o incomodava todas as manhãs. &lt;br /&gt;Subiu, tomou um banho e se arrumou. Finalmente estava pronto para o trabalho. &lt;br /&gt;Seu chefe era um chato, irritado como se a cada dia visse sua mulher acordar com um amigo diferente. Por isso, para não se atrasar sequer um minuto e adentrar o escritório as nove em ponto, ele tinha calculado o tempo exato que demorava para se arrumar e comer, além do percurso de metrô da Estação Parada Inglesa, onde era sua casa, até a Estação Vergueiro, obviamente onde era seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era rotina. Logo, como previsto, às 8h20 ele entrou no último vagão do metrô. Isso também era rotina. O último vagão era o mais próximo da saída da Vergueiro, lá ele corria menos riscos de se atrasar, além de ter a oportunidade de viajar sentado. Sentou, então, no assento em frente ao assento cinza dos idosos, pois, sem os idosos, ele podia esticar as pernas. E passou a pensar, novamente, no quão sozinho se encontrava, apesar do vagão enchendo. Rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eram 8h35. O metrô parava na Estação Tiradentes e aquela que seria a mulher da sua vida se aproximava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela acordou atrasada. Às 7h30, deu um pulo da cama, pois seu relógio biológico denunciava que algo estava errado. Ficou com raiva de seu pai, era ele o responsável por acordá-la todo dia às 6h50, mas desta vez ele tinha esquecido. &lt;br /&gt;Mal jogou uma água no rosto, mal escovou os dentes, mal fez todas essas coisas que todos fazem pela manhã. Foi para a cozinha tomar um rápido café-com-leite.&lt;br /&gt;Pensou o quão sozinha se encontrava. Aquilo realmente a incomodava todas as manhãs, mesmo aquelas mais corridas.&lt;br /&gt;Aproveitou o momento de reflexão e lembrou que sua primeira aula era Antropologia. A aula que ela mais detestava e que o professor nunca fazia chamada. Relaxou. Resolveu agora comer alguma coisa. Abriu a geladeira para pensar: pão com manteiga, pão com geléia ou pão com requeijão? Optou por requeijão. Levou até a mesa e frustrou-se ao perceber que só não tinha o pão. Ela nem sentia tanta fome pela manhã mesmo...&lt;br /&gt;Tomou um banho tranqüilo e se arrumou. Finalmente estava pronta para a Faculdade. Saiu de casa, foi até a padaria da esquina e voltou pra casa com 2 pãezinhos que tinham acabado de sair do forno. É que ela lembrou da sua avó falando que saco vazio não pára em pé...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente ela entraria no metrô Tiradentes, ao lado de sua casa, às 7h45, para fazer baldeação na Sé e chegar às 8h10 na Bresser, onde era sua Faculdade. Normalmente ela entrava no primeiro vagão que via. Normalmente ela tinha pressa. No entanto, dessa vez, ela fazia isso um pouco mais tarde e nem ligava pro fato de ter perdido um metrô enquanto estava na escada rolante. Já que tinha que esperar pelo próximo trem, andou pela passarela até o último vagão, pensando, novamente, no quão sozinha se encontrava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eram 8h35. A porta do metrô abriu-se à sua frente e ela se aproximava daquele que seria o homem da sua vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se o pai dela a acordasse no horário combinado?&lt;br /&gt;E se ela gostasse de Antropologia?&lt;br /&gt;E se o professor fizesse chamada todo dia?&lt;br /&gt;E se ela realmente não sentisse fome nenhuma de manhã?&lt;br /&gt;E se tivesse pão?&lt;br /&gt;E se, na padaria, o pão ainda estivesse no forno?&lt;br /&gt;E se sua avó não tivesse repetido tantas vezes que saco vazio não para em pé?&lt;br /&gt;E se ela descesse a escada rolante correndo e pegasse o primeiro trem?&lt;br /&gt;E se o chefe dele não fosse tão intransigente quanto aos atrasos de seus funcionários?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só havia um único assento vazio em todo o vagão. Era cinza. Não havia nenhum idoso. Faltou pouco, muito pouco para ela sentar lá. Ele até recolheu suas pernas ao notar alguém se aproximando. Mas a cidadania dela falou mais alto e ela desistiu. Deu um sorrisinho de agradecimento ao moço que recolheu as pernas e tomou a direção contrária. Ficou em pé, perto da porta, pois logo desceria.&lt;br /&gt;Ele tentou retribuir o sorriso, mas ela já estava de costas. Desistiu e voltou a esticar as pernas. Ela desceu. Ele cochilou.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que, por um acaso, o chefe dele descobriu que sua mulher dormia com seu amigo e teve um treco. &lt;br /&gt;Ainda bem que, por um acaso, sobrou para ele levar o patrão para o Hospital que tinha convênio. &lt;br /&gt;Ainda bem que, por um acaso, esse hospital era no Bresser, ao lado de uma Faculdade. &lt;br /&gt;Ainda bem que, por um acaso, era horário de saída dos alunos. &lt;br /&gt;Ainda bem que, por um acaso, tinha uma lanchonete do outro lado da rua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que, por um acaso, eles pegaram a mesma fila e se reconheceram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-3418406829241797156?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/3418406829241797156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=3418406829241797156&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/3418406829241797156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/3418406829241797156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2009/06/acaso-do-acaso.html' title='Acaso do acaso'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-3369354976165619760</id><published>2009-04-16T02:15:00.000-03:00</published><updated>2009-04-16T02:16:39.605-03:00</updated><title type='text'>Castelo em chamas</title><content type='html'>Não se sabe exatamente onde era aquele reino. Sabe-se que existiu. &lt;br /&gt;Sabe-se também que o Rei era um louco, incrivelmente apaixonado por aquilo que possuia e fissurado em possuir todas as outras coisas do mundo que lhe agradavam aos olhos. &lt;br /&gt;A Rainha, louca de verdade (pois o Rei era apenas no sentido figurado) e cheia de defeitos era, ainda assim, o que a majestade considerava de mais valioso em todo o castelo. Nada mais sabe-se sobre ela e, de resto, sabe-se muito pouco, restando apenas contar o que ninguém sabe ser legitimamente correto. Como o próprio castelo, o qual, vale ser dito, possuia portões de ouro da Malásia, piso de mármore austríaco, peças de diamante por todos os lados, banheiras de rubí da Índia, pias de esmeralda das profundezas do mais longínquo deserto e etc, etc, etc. &lt;br /&gt;Empregados não faltavam. Eram eles que faziam tudo para o Rei, desde tarefas como abaná-lo nos dias quentes, como ir até o comércio da plebe para comprar cobertores de pêlo de urso do Alaska para os dias frios. E o que mais viesse de melhor do estrangeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, enquanto a Rainha desfrutava do luxo do castelo e banhava-se com as mais cristalinas águas da montanha que enchia sua banheira, o Rei entediou-se com tanta riqueza material e resolveu dar valor para coisas mais simples. Inventou, então, de ir ele mesmo, a pé, até a plebe, sem carruagens nem nada. Como não queria ser reconhecido como rei, vestiu as roupas de um empregado, tirou a barba, deixou a coroa em cima da imensa cama e, sem avisar ninguém, partiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas horas depois, ao se aproximar de seu reino trazendo nas mãos duas jarras de puro e simples barro, feito por um artesão de lá, ele não acreditava no que via. O castelo ardia em chamas tão altas quanto as colunas que ainda lutavam para mantê-lo em pé. Tudo, em questão de minutos, irremediavelmente viraria cinzas e fumaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os empregados fugiam passando batido por aquele senhor qualquer, de roupas simples e com jarras de barro nas mãos.&lt;br /&gt;Implorou a um dos que passavam para que contasse o que tinha acontecido e se sua jóia mais preciosa, a Rainha, estava bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E caiu de joelhos quando ouviu o empregado explicar que ela, ao sair do banho, viu que o Rei não estava lá e havia deixado sua coroa. Concluiu que o Rei tinha lhe abandonado e, atordoada, resolveu fugir para outro reino, mas não sem antes atear fogo em tudo aquilo que construíram em toda uma vida e agora já não fazia sentido de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rei atirou para longe suas novas peças de barro, enquanto via os bobos-da-corte abandonarem o castelo com sua coroa em mãos e algumas garrafas de vinho que conseguiram salvar do fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebiam felizes e brindavam:&lt;br /&gt;"A Coroa à puta que o pariu!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Moral da história:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se és um Rei, contente-se com o que tens e não busque peças sem valor. Podes acabar um fudido, sem castelo, sem rainha e com bobos caçoando de ti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-3369354976165619760?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/3369354976165619760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=3369354976165619760&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/3369354976165619760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/3369354976165619760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2009/04/castelo-em-chamas.html' title='Castelo em chamas'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-2645961498920596282</id><published>2009-03-18T03:13:00.001-03:00</published><updated>2009-03-18T03:19:26.974-03:00</updated><title type='text'>Percepções de uma Dr. Arnaldo a poucos Km/h</title><content type='html'>Trânsito!&lt;br /&gt;Pessoas sentadas de frente para mim (estou na parte da frente do ônibus, o assento é invertido e me faz sentir falta do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pi-pi-pi&lt;/span&gt; da ré quando o veículo anda para frente).&lt;br /&gt;À esquerda: concreto, vazio, concreto, vazio, concreto. &lt;br /&gt;Três pistas em alturas decrescentes. &lt;br /&gt;Estou na mais alta, pairando sobre a Sumaré e a Oscar Freire. &lt;br /&gt;Acho que é a Oscar Freire.&lt;br /&gt;Raimundos toca Ramones nos ouvidos.&lt;br /&gt;Pedestres me ultrapassam sorrindo. &lt;br /&gt;Passageiros do ônibus com a cara fechada. &lt;br /&gt;E pagando R$2,30 por isso. &lt;br /&gt;Ramones tocando Ramones agora. &lt;br /&gt;Música aleatória way of life.&lt;br /&gt;Ciclista magrelo com capacete engraçado também me deixa pra trás. &lt;br /&gt;Ou fica pra trás. &lt;br /&gt;Assento invertido. &lt;br /&gt;Flicts. &lt;br /&gt;Sequência punk.&lt;br /&gt;À direita posso ver a nova praça que inauguraram recentemente. &lt;br /&gt;É uma praça esportiva, tem quadras, pistas de skate, equipamentos aeróbicos, do tipo que passa nos horários 'vagos' da Redetv.&lt;br /&gt;A sirene já incomodou bastante, mas a música brega do bar à esquerda incomoda muito mais. &lt;br /&gt;Ainda bem que não temos elefantes por aqui. &lt;br /&gt;Aumento o volume do The Clash.&lt;br /&gt;A tia do meu lado, do outro lado do corredor, parceira de assento invertido, não resiste ao sono. &lt;br /&gt;Vai acordar com dor no pescoço. &lt;br /&gt;Na pista do outro lado, os ônibus estão lotados. &lt;br /&gt;Ainda bem que eu vou quando voltam e volto quando vão.&lt;br /&gt;Buzinas idiotas! &lt;br /&gt;Ou melhor: pessoas idiotas que não sabem quando (não) usá-la.&lt;br /&gt;Estou cercado por cemitérios. &lt;br /&gt;16 carros, 3 ônibus, 2 motos e 5 pedestres no meu plano de visão. &lt;br /&gt;Cerca de... 82 pessoas vivas cercadas por centenas de pessoas mortas. &lt;br /&gt;Los Hermanos cantando em francês. &lt;br /&gt;Antes, Stiff Little Fingers, que foi esquecido de mencionar por causa das contas provavelmente erradas.&lt;br /&gt;Flores, muitas flores à direita. &lt;br /&gt;Vendedores que ganham dinheiro em cima do sofrimento e homenagem dos outros. &lt;br /&gt;À esquerda, a USP. &lt;br /&gt;Estudantes que não pagam. &lt;br /&gt;Sortudos, talvez. &lt;br /&gt;Merecedores, talvez. &lt;br /&gt;Japoneses, com certeza.&lt;br /&gt;Dance of Days cantando e gritando algumas dores. &lt;br /&gt;"Ah, se eu fosse poeta saberia me defender...". &lt;br /&gt;Eu não.&lt;br /&gt;A tia acordou. &lt;br /&gt;Nem sei se ela de fato dormiu. &lt;br /&gt;O cobrador desencanou há muito tempo de seu lugar e tá lá trocando idéia com o motorista, desobedecendo a plaquinha que diz para não fazer isso.&lt;br /&gt;Sexta-feira... &lt;br /&gt;Será que é por isso? &lt;br /&gt;Blah, como se eu não conhecesse São Paulo. &lt;br /&gt;Bob Marley conta a história do Soldado Buffalo.&lt;br /&gt;Pixação na caixa-que-eu-nunca-soube-o-que-é diz que Jesus é bomba atômica. &lt;br /&gt;Embaixo diz que Jesus é Elias. &lt;br /&gt;Não entendi nenhuma das duas. &lt;br /&gt;Pra mim ele é um personagem famoso que, se existiu, foi um bom homem.&lt;br /&gt;Estação Clínicas e Carbona.&lt;br /&gt;Tem uma mina me olhando...&lt;br /&gt;É bonita!&lt;br /&gt;Ou ela me achou bonito também ou ela está se perguntando o que eu tanto escrevo e por quê olho tanto pros lados.&lt;br /&gt;Acredito mais nessa segunda hipótese.&lt;br /&gt;Interpol.&lt;br /&gt;Não a polícia, a banda.&lt;br /&gt;A sirene era de ambulância e já deve estar beeem longe daqui.&lt;br /&gt;Podiam colocar uma sirene no ônibus da linha 478-P.&lt;br /&gt;A senhora dormiu de novo e só porque comecei a escrever isso ela acordou e coçou o queixo. &lt;br /&gt;Mas voltou a dormir.&lt;br /&gt;Holly Tree.&lt;br /&gt;Se eu tivesse claustrofobia não estaria me sentindo muito bem agora...&lt;br /&gt;Uma mulher no carro ao lado lembra minha tia. &lt;br /&gt;Sonhei com meu tio, ex-marido dela.&lt;br /&gt;Há! O problema era a Consolação! &lt;br /&gt;Como sempre!&lt;br /&gt;Finalmente saí da Dr. Arnaldo e entrei na Paulista.&lt;br /&gt;O trânsito anda normalmente agora, a senhora acordou e está se levantando, o cobrador voltou para o lugar dele, o Clash toca um reggae e eu estou com dificuldades de escrever devido ao balanço do ônibus.&lt;br /&gt;Encerro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-2645961498920596282?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/2645961498920596282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=2645961498920596282&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/2645961498920596282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/2645961498920596282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2009/03/percepcoes-de-uma-dr-arnaldo-poucos-kmh.html' title='Percepções de uma Dr. Arnaldo a poucos Km/h'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-7676268524878224922</id><published>2009-03-11T17:33:00.002-03:00</published><updated>2009-03-11T17:37:28.711-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E toca o telefone:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;-Alo?!&lt;br /&gt;-Alo, aqui é da Sei-la-não-lembro-Seguros, com quem eu falo?&lt;br /&gt;-Marcelo.&lt;br /&gt;-Oi, senhor Marcelo. O senhor já possui seguro de saúde?&lt;br /&gt;-Já.&lt;br /&gt;-E está satisfeito, senhor Marcelo?&lt;br /&gt;-...ABSOLUTAMENTE!&lt;br /&gt;-Ok, obrigada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;TU TU TU TU TU&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que foi a melhor resposta que eu dei na vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-7676268524878224922?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/7676268524878224922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=7676268524878224922&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/7676268524878224922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/7676268524878224922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2009/03/e-toca-o-telefone-alo-alo-aqui-e-da-sei.html' title=''/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-4223221301406784727</id><published>2009-03-06T17:04:00.001-03:00</published><updated>2009-03-06T17:04:50.195-03:00</updated><title type='text'>Deixei</title><content type='html'>De tanto testar, deixei detestar.&lt;br /&gt;Deixei de testar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tanto corar, deixei decorar.&lt;br /&gt;Deixei de corar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tanto clamar, deixei declamar.&lt;br /&gt;Deixei de clamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tanto ferir, deixei deferir.&lt;br /&gt;Deixei de ferir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tanto correr, deixei decorrer.&lt;br /&gt;Deixei de correr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tanto vagar, deixei devagar.&lt;br /&gt;Deixei de vagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devagar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-4223221301406784727?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/4223221301406784727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=4223221301406784727&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/4223221301406784727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/4223221301406784727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2009/03/deixei.html' title='Deixei'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-593977410715473034</id><published>2009-01-31T01:00:00.002-02:00</published><updated>2009-01-31T01:09:06.308-02:00</updated><title type='text'>A Dança dos Retalhos</title><content type='html'>Tudo mudou.&lt;br /&gt;O que foi que aconteceu? Ainda posso sentir o sabor do que a gente perdeu e ainda penso em você, acredita?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou saber dizer o que há. Não vou poder jamais explicar os dias em que pensei ter respostas para tudo, fingindo ser forte. Não vou saber negar que eu nem sei se quero saber se amanhã vai ser igual. Ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sei que eu te desejo mais que devia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não permita que a solidão me seja o fim ao gritar por teu nome, porque me assusta tanto não ter ninguém pra poder abraçar...&lt;br /&gt;Só quero tua voz sussurrando em meu ouvido. E não vou nem pensar se me chamar pra fugir contigo outra vez, porque me assusta tanto não ter histórias pra te ouvir contar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É... Perdi o medo de dizer que nada atinge meu querer e que sempre faço o que mais me pede a vida. E por quê não falar de amor ou repetir as palavras, se, no fundo, é só isso que vale a pena?&lt;br /&gt;É... Perdi o medo de dizer que nada atinge meu querer e que sempre acabo atirado aos braços de quem mais me convida ao pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa, então. Diz que pra sempre é mais que um dia e é um dia diferente.&lt;br /&gt;Dizer "pra sempre" é bem menos que sentir na carne e querer de verdade. &lt;br /&gt;Ah, se eu fosse tolo... Só se eu fosse tolo não deixaria viver. É tolice não deixar chegar tão longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então esquece tudo e vem! &lt;br /&gt;A vida é assim, se a gente deixar de viver, não vai dar tempo de sorrir. Não fala mais nada e me deixa viver sem culpa. &lt;br /&gt;Deixa viver, deixa que o tempo faz esquecer tudo que perdemos. Faz a vida ser bela e infinita e diz que não somos grandes demais pra pensar que tudo foi perdido e que nada é como antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vê? Já fez sentido, um dia, proclamar planos e promessas pra não comprometer o "enquanto".&lt;br /&gt;Teu abraço, terno, me partiu, mas teu cheiro está em mim e teu beijo me deu direção quando me dei por vencido.&lt;br /&gt;É tão fútil dizer ser incerto se eu sei bem o que mais quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem me buscar daqui. Vem me fazer sorrir. Vem me levar pra longe, porque só a tua paz pode tomar minhas mãos e me tirar do escuro. Teu cheiro me faz seguro, teu calor me protege e teu corpo me cura o vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem sem medo a meus braços, meu amor, que a tristeza não vai mais espreitar pelos cantos e apertar o peito.&lt;br /&gt;É poesia, amor. Não é medo. Por quê segredo e por quê não falar, se teu sorriso é o que mais desejo e teu pecado é o que mais me importa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem coisas que não vão sumir, você sabe! Tem um lugar em mim que é só teu e NADA vai mudar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este mundo não merece a nossa tristeza. &lt;br /&gt;Então, que se foda, amor. Que se foda. Se as palavras sujas não rimam, que se foda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pecado é não viver a vida.&lt;br /&gt;É cedo ainda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem dar valor ao que é bom dessa vida.&lt;br /&gt;É cedo ainda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;PS:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;1. Sim, este texto é uma colcha de retalhos e todas as frases que compõem o texto, ou mesmo algumas frases maiores, são partes de músicas de autoria do senhor Fábio Nenê Altro. Apenas "decupei" as letras das músicas e transformei num texto.&lt;br /&gt;2. Não fiz isso agora. Não fiz isso ontem, nem anteontem. Fiz faz um bom tempo. No entanto, recentemente adicionei algumas músicas que na época não haviam sido lançadas e mudei algumas coisas, dando um sentido maior e um início, meio e fim ao texto original. Espero que tenha ficado bom.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-593977410715473034?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/593977410715473034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=593977410715473034&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/593977410715473034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/593977410715473034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2009/01/danca-dos-retalhos.html' title='A Dança dos Retalhos'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-5882343671839617798</id><published>2009-01-12T02:10:00.004-02:00</published><updated>2009-01-20T23:14:55.316-02:00</updated><title type='text'>A menina que amava demais</title><content type='html'>Era linda.&lt;br /&gt;Naturalmente loira, belíssimos olhos esmeraldinos, boca expressivamente chamativa e corpo de modelo.&lt;br /&gt;Encantava qualquer um com sua simples presença. Homens, rapazes, senhores, senhoras, mulheres, crianças... todos se viam cativados por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, de uma maneira inexplicável, era capaz de compensar, sem perceber, a estima e o valor que todos tinham por ela. Como se seus olhos vissem sua própria imagem em cada um que se hipnotizava na imensidão verde daquele olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ela amava. Amava de verdade, de corpo e alma, como se não houvesse amanhã. Amava os amigos, amava os tios, primos, irmãos. Amava os cachorros, os professores, as árvores condenadas. &lt;br /&gt;Amava Pedro, Marcelo, Ricardo, Rodrigo, Daniel...&lt;br /&gt;Dividiu seu incalculável amor pra tanta gente que esqueceu de amar alguém muito importante: ela mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua cabeça, aquilo era tão natural que nem se dava conta das confusões que se metia. Ingênua, pensava que todos eram como ela, que o amor de todas as pessoas era incalculável, incontrolável, insaciável e que não haviam barreiras, fronteiras ou limites para amar outro alguém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, tudo começou a se perder.&lt;br /&gt;Quando aqueles começaram a perceber que a garota, por quem dedicavam cem por cento do amor que possuiam, amava outros com a mesma intensidade, um a um foram dando um jeito de desprezá-la ou odiá-la, tirando-a assim de suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não tinha culpa. Ela não era uma pessoa ruim, pelo contrário. Ela nem sabia o que acontecia...&lt;br /&gt;No entanto, sentia como uma facada o ódio e o desprezo que agora lhe era imposto.&lt;br /&gt;Tinha tanto amor pra dar e agora ninguém mais pra receber.&lt;br /&gt;Não entendia. Não merecia. Não tinha mais chão.&lt;br /&gt;Desesperada, gritou de raiva à todas as pequenas coisas da vida que sempre amou. Agora, não via sentido algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim entendeu e reconheceu: amava com tanta intensidade por puro medo de não ser amada. E ali estava... abandonada, sem ninguém e sem amor. Sucumbiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matou-se a menina que amava demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-5882343671839617798?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/5882343671839617798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=5882343671839617798&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/5882343671839617798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/5882343671839617798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2009/01/menina-que-amava-demais.html' title='A menina que amava demais'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-8668160799224377780</id><published>2009-01-07T23:49:00.002-02:00</published><updated>2009-01-07T23:55:41.581-02:00</updated><title type='text'>sobre 2008</title><content type='html'>Foi-se a primeira semana de 2009 e desde sei lá, o dia 20 de dezembro do ano que acabou eu me pergunto: o que falar sobre 2008?&lt;br /&gt;Ano passado eu escrevi aqui mesmo o "Descobertas de 2007", nos outros dois anos anteriores eu escrevi alguma coisinha besta pelo fotolog.&lt;br /&gt;Isso deve-se ao fato de que involuntariamente a cada fim de ano surge um filme na minha cabeça sobre o ano que chega ao fim. E aí sinto vontade de mostrar. E aí textualizo, organizando tudo que já foi.&lt;br /&gt;Involuntariamente.&lt;br /&gt;Assim, percebi que dessa vez não quero compartilhar com ninguém sobre o ano que acabou de acabar. Um ano cheio de decepções, brigas familiares, decepções, algumas conquistas, decepções, boas amizades fortalecidas e decepções. &lt;br /&gt;Em suma: decepções.&lt;br /&gt;Portanto, se eu os decepciono com esse texto, caros poucos leitores, peço desculpas. Mas se isso aconteceu, eu não poderia retratar melhor o ano que, pra mim, só chegou ao fim no dia de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que 2009 venha &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;destruindo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-8668160799224377780?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/8668160799224377780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=8668160799224377780&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/8668160799224377780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/8668160799224377780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2009/01/sobre-2008.html' title='sobre 2008'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-2353288324688121138</id><published>2008-11-14T23:17:00.003-02:00</published><updated>2008-12-04T13:58:46.360-02:00</updated><title type='text'>O começo</title><content type='html'>É assim que começa.&lt;br /&gt;Um acaso do destino que fez colocá-la no mesmo lugar que você. Um olhar despretencioso, apenas notando sua presença. Um segundo olhar dessa vez retribuído e pronto, trocas de olhares seguidas. &lt;br /&gt;É o começo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que começa.&lt;br /&gt;Quando qualquer desculpa, por mais esfarrapada que seja, torna-se um motivo para tentar dar início a uma conversa. É quando você descobre o que há de mais básico: nome, idade, o que faz da vida, de onde vem, se come arroz por cima do feijão ou feijão por cima do arroz.&lt;br /&gt;É o começo...&lt;br /&gt;E você também tem que responder sobre você mesmo e a cada pergunta dela surge a preocupação sobre o que ela vai achar das respostas. Talvez você seja muito novo, talvez muito velho, talvez ela saiba que sua faculdade não é tudo aquilo que dizem, talvez ela te odeie por você esparramar o feijão no prato antes de pôr o arroz. Mas tudo isso é vencido e vocês percebem que têm muita coisa em comum.&lt;br /&gt;É o começo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que começa.&lt;br /&gt;Vocês marcam um primeiro encontro oficial. E qualquer programa é válido. Um sanduíche, um sorvete, um passeio no parque, um açaí, um cinema talvez...&lt;br /&gt;É quando rola um nervosísmo, uma insegurança e toda a sua desenvoltura vai embora pelo ralo.&lt;br /&gt;É quando você se sente um completo idiota pela última frase dita, a qual você gaguejou na primeira palavra, trocou a segunda e demorou pelo menos 5 segundos (que pareceram minutos) para lembrar da terceira.&lt;br /&gt;É o começo...&lt;br /&gt;E é quando ela se distrai com qualquer bobeira em algum canto e você, enfim, analisa com esmero todas as sinuosas curvas que compõem aquele corpo a sua frente. E quando ela volta sua atenção para você e retoma o raciocínio é a hora que você simplesmente não ouve nada que ela fala pois está com os olhos fixos naquela boca que, a essa altura, já não vê a hora de beijar. E malandramente você deixa transparecer seu olhar de forma que ela perceba que aquele assunto já deu o que tinha que dar e parta para aquilo que ambos sabem ser o motivo principal do encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que começa.&lt;br /&gt;De uma hora para outra, vocês estão de mãos dadas e você torce para que ela não perceba que suas mãos estão mais suadas que aquele seu tio churrasqueiro ao final do futebol. É a hora que o coração dispara e você respira fundo porque sabe que no próximo minuto não terá essa chance de colocar tanto oxigênio de uma só vez para dentro do seu corpo.&lt;br /&gt;É o começo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quando vocês se aproximam lentamente, olho no olho. Seus narizes se tocam, os olhos se fecham e em segundos a distância que separava suas bocas se reduz a nada.&lt;br /&gt;Finalmente o beijo que vocês tanto esperavam.&lt;br /&gt;Finalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é assim que começa...&lt;br /&gt;É o começo de uma nova desilusão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-2353288324688121138?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/2353288324688121138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=2353288324688121138&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/2353288324688121138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/2353288324688121138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2008/11/o-comeo.html' title='O começo'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-6657520364740179782</id><published>2008-10-29T22:18:00.001-02:00</published><updated>2008-10-29T22:18:58.981-02:00</updated><title type='text'>Convertia-se</title><content type='html'>Convertia-se, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que antes não tivesse fé. Pelo contrário, ele sempre acreditava.&lt;br /&gt;Acreditava de tal forma que quase relacionava seus sucessos a essa sua crença.&lt;br /&gt;Mas talvez não fosse suficiente...&lt;br /&gt;Suas conquistas foram ficando cada vez mais escassas e tudo que almejava já não mais acontecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou a colecionar decepções e via seu iminente fracasso a cada espera em vão, cada passo mal dado e cada silêncio sobre as perguntas que vivia se fazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podia continuar daquele jeito e foi assim, meio sem saber exatamente quando, que passou a não acreditar e nem a esperar por nada de bom que a vida pudesse lhe trazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdia a fé e evitava qualquer tipo de decepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convertia-se, enfim, ao pessimismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-6657520364740179782?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/6657520364740179782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=6657520364740179782&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/6657520364740179782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/6657520364740179782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2008/10/convertia-se.html' title='Convertia-se'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-5104230013936621489</id><published>2008-10-21T15:00:00.008-02:00</published><updated>2008-10-21T16:30:12.124-02:00</updated><title type='text'>Acerto de contas</title><content type='html'>Tudo planejado. &lt;br /&gt;O encontro estava marcado para às 20h no apartamento dela. Ele colocou sua melhor roupa, sua blusa verde favorita, seu melhor perfume e, pela primeira vez, não chegaria atrasado. Tudo tinha que ser perfeito para aquele momento e nada poderia atrapalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois não se viam há mais de um ano. Antes disso, se amavam feito loucos e, nesse meio tempo, a saudade sempre os acompanhou. Como seria agora, eles não faziam a menor idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de 40 minutos que saiu de casa, exatamente às 19h58, ele tocou a campainha do apartamento 121. Ela abriu a porta e fez perceber que continuava do mesmo jeito, apesar da tinta no cabelo. Ainda era o tipo de mulher ideal para ele.&lt;br /&gt;Cumprimentaram-se.&lt;br /&gt;Ela usava um vestido vermelho, com detalhes brancos. Ele nunca tinha a visto de vestido, daquele jeito e com aquela elegância. Com toda certeza ela também esperava bastante daquela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um instante, no começo da conversa, sentiram o estrago que a distância e o tempo fizeram com os dois. Faltava assunto, faltavam palavras, sobrava timidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada que 15 minutos de conversa, espera e ansiedade não resolvesse. Entregaram-se àquela que havia sido a paixão mais arrebatadora de suas vidas. &lt;br /&gt;Desde que haviam se reencontrado, 15 minutos bastaram para que a timidez estivesse no chão. Desde que começaram a se beijar, 10 minutos bastaram para que estivesse no chão o vestido vermelho, a blusa verde e qualquer outra vestimenta que usavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo tendo se amado tanto, por tanto tempo, aquela era a primeira vez que deitavam-se juntos. O calor do momento não permitia que nada do passado viesse a tona. Não permitia que vissem, ouvissem e sentissem nada a não ser aquele momento único de prazer que era proporcionado por suas antigas paixões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo depois, eles riam. Riam por tudo e por nada. Riam por não fumarem, riam da janela entreaberta, riam da camiseta que acabara de ser vestida ao contrário. Riam do que tinham acabado de fazer. Estavam felizes e satisfeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminou de se vestir. Despediu-se dando um último beijo, dessa vez no rosto dela, e saiu do apartamento. &lt;br /&gt;Saiu para nunca mais voltar. Os dois sabiam que dali por diante nunca mais se veriam e, se por um acaso do destino ainda se encontrassem novamente, nunca fariam o que tinham feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor e a paixão que uniram os dois há tanto tempo já estavam mortos e enterrados há quase um ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu do apartamento e sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou no relógio e começou a correr. Estava com pressa. Ainda tinha que passar em casa e tomar um belo banho antes de se encontrar com sua namorada, às 23h no outro lado da cidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-5104230013936621489?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/5104230013936621489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=5104230013936621489&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/5104230013936621489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/5104230013936621489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2008/10/acerto-de-contas.html' title='Acerto de contas'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-814429392783980598</id><published>2008-10-17T01:32:00.002-03:00</published><updated>2008-10-17T01:42:38.929-03:00</updated><title type='text'>Sobre o futuro</title><content type='html'>Tantas coisas, tantas situações, tantas confusões...&lt;br /&gt;Tantos tantos que se viu perdido.&lt;br /&gt;Só lhe restava o futuro como esperança ou consolo. Pôs-se a pensar em tudo que poderia ser e tudo que não mais seria. O que ganhava e o que perdia.&lt;br /&gt;No entanto, este pouco que sobrava também não o satisfazia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futuro não existe. É ilusão. Pensar no futuro é tão vazio como não pensar em nada. Amanhã, minha vida pode estar acabada embaixo de um ônibus, num hospital sujo ou até mesmo no conforto do meu lar. De que valeu, então, planejar e vislumbrar tanto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não queria ser tão trágico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que podemos querer, um dia, são situações para serem vividas no presente. Agora. Só isso importa. Nunca sentiremos agora o que sentimos há um mês, tampoco sentimos o que sentiremos daqui um mês. Sentimos o que acontece agora, no presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não queria ser tão profundo e raso ao mesmo tempo, nem tão filósofo, nem tão chato...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que quero dizer é que se a gente não viver o presente, não aproveitar cada momento... o momento seguinte pode não acontecer e o que passou não volta mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não queria dizer nada, para ninguém, sobre o que deveriam fazer. Apenas queria alguma conclusão para seguir em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tentava fazer isso com o quase-nada que tinha em mãos, tentando se desvencilhar dos maus sentimentos e pessimismos que o cercavam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-814429392783980598?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/814429392783980598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=814429392783980598&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/814429392783980598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/814429392783980598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2008/10/sobre-o-futuro.html' title='Sobre o futuro'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-3121051100964279321</id><published>2008-09-30T00:55:00.006-03:00</published><updated>2008-09-30T14:07:48.083-03:00</updated><title type='text'>Nem título</title><content type='html'>Quero escrever mas não consigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, são muitas as coisas que estou querendo e não estou conseguindo.&lt;br /&gt;Nos últimos dias - ou últimas semanas - o que eu mais quero é não pensar em nada e fazer o que eu bem entender. Sem medir consequências e sem me arrepender.&lt;br /&gt;Um pouco de irracionalidade, talvez. Acho que preciso conseguir isso para esquecer o que me parece ser o mais difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se bem que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;'esquecer'&lt;/span&gt; seria, essa sim, a parte mais difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que não quero pensar em nada.&lt;br /&gt;Porque quanto mais eu penso em conseguir alguma coisa, mais eu abdico de outras. &lt;br /&gt;E eu odeio desistir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-3121051100964279321?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/3121051100964279321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=3121051100964279321&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/3121051100964279321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/3121051100964279321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2008/09/nem-ttulo.html' title='Nem título'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-7407251979880298837</id><published>2008-09-14T04:56:00.006-03:00</published><updated>2008-09-14T05:05:18.296-03:00</updated><title type='text'>Veja bem...</title><content type='html'>Quebrei a promessa de postar sempre porque... bom...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É &lt;s&gt;  complicado &lt;/s&gt; ter que trabalhar e estudar. Acabei ficando sem tempo.&lt;br /&gt;É uma bosta ter que trabalhar &lt;s&gt; e estudar &lt;/s&gt;. Acabei ficando sem tempo.&lt;br /&gt;É uma bosta ter que trabalhar. Acabei ficando sem &lt;s&gt; tempo &lt;/s&gt;.&lt;br /&gt;É uma bosta ter que trabalhar. Acabei ficando sem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-7407251979880298837?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/7407251979880298837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=7407251979880298837&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/7407251979880298837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/7407251979880298837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2008/09/veja-bem.html' title='Veja bem...'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-1297393345919463175</id><published>2008-08-18T11:38:00.002-03:00</published><updated>2008-08-18T15:20:42.298-03:00</updated><title type='text'>Ao final do corredor à esquerda</title><content type='html'>A escuridão, o silêncio da música terminada, o conforto.&lt;br /&gt;Uma luz vermelha-piscante marcando o horário errado, um barulho chato de crianças brincando e gritando em algum lugar, o desconforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um lápis, um caderno, uma barba coçando implorando o próprio fim, um olho seco suplicando por mais uma gota de colírio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um aparelho de som desligado, confusão, um instrumento musical não tocado, confusão, uma carteira de motorista não usada, confusão, uns trabalhos não aproveitados, confissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma caneca de cerveja, vazia; uma praia paradisíaca, em quadro; uma porção de CD's, ruins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um boné, uns óculos, uns sacos plásticos jogados, umas roupas coloridas espalhadas. A bagunça mental.&lt;br /&gt;A dúvida, o medo, a incerteza sobre as conclusões e sobre a (in)capacidade de julgar o que é, ou não, melhor. A bagunça material.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um texto cheio de artigos indefinidos.&lt;br /&gt;Uma cabeça cheia de situações indefinidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A janela aberta, as paredes claras, a porta fechada, a cama macia e, principalmente, ocupando o maior espaço,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a ausência dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso no mesmo quarto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-1297393345919463175?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/1297393345919463175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=1297393345919463175&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/1297393345919463175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/1297393345919463175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2008/08/ao-final-do-corredor-esquerda.html' title='Ao final do corredor à esquerda'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-5101001447427621007</id><published>2008-08-03T17:53:00.004-03:00</published><updated>2008-08-03T18:00:42.234-03:00</updated><title type='text'>Pensamento perturbado</title><content type='html'>Sempre que eu penso demais &lt;br /&gt;penso que não deveria estar pensando e, &lt;br /&gt;pensando assim, &lt;br /&gt;faço coisas sem pensar, &lt;br /&gt;afinal&lt;br /&gt;quando penso demais &lt;br /&gt;desisto de fazer o que tinha pensado. &lt;br /&gt;Por isso, &lt;br /&gt;desde então, &lt;br /&gt;desisti de pensar. &lt;br /&gt;Mas... &lt;br /&gt;Pensando bem, &lt;br /&gt;nunca há o que pensar. &lt;br /&gt;Só há o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou então não tem nada a ver, sei lá, só pensei nisso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-5101001447427621007?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/5101001447427621007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=5101001447427621007&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/5101001447427621007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/5101001447427621007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2008/08/pensamento-perturbado.html' title='Pensamento perturbado'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-295486325174331676</id><published>2008-07-25T18:24:00.004-03:00</published><updated>2008-07-25T18:55:02.606-03:00</updated><title type='text'>Comentário III</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Um breve resumo do que ando vendo por aí...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando não tá passando absolutamente nada de bom na TV, sempre coloco em algum canal de notícias. Na verdade é sempre na BandNews, já que não tenho outro. Aí leio no GC, aquela tarja com as notícias, na parte de baixo da tela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Papa Bento XVI condena os abusos sexuais cometidos por padres"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Eu fico pensando por quê raios isso vira notícia. &lt;br /&gt;Estranho seria se eu ligasse a TV e lesse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"Papa Bento XVI admite ter se envolvivo em orgias pedófilas no Vaticano."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu Dercy Gonçalves.&lt;br /&gt;Até então eu achava impossível ouvir em uma mesma frase a palavra &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Dercy"&lt;/span&gt; e a palavra &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"morreu".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando minha mãe contou, ela não soube informar qual teria sido a causa da morte. Deduzi, então, que foi &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;suicídio&lt;/span&gt;. Só assim para a comediante mais idosa do Brasil partir dessa pra uma melhor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curioso é que ninguém sabe ao certo com quantos anos ela morreu. Divulgou-se 101, de acordo com o Registro de Nascimento. Ela dizia ter 103, pois o registro foi feito com atraso. Mas o cara que amava a Dercy e tem no corpo até uma tatuagem com o rosto dela (desculpem, esqueci o nome dele), afirma que ela morreu com 102 anos, já que o registro foi feito com atraso, mas a Dercy contabilizava também os 9 meses que ficou na barriga de sua mãe. O.o&lt;br /&gt;Essa conta é mais difícil que a que calcula o número de gols do Romário!!!&lt;br /&gt;Até então essa confusão de datas só acontecia quando era discutida, entre as religiões, a data certa que Jesus nasceu, viveu e morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ééé, a velha era %@*&amp;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você gosta de Punk Rock? Você gosta de Rock? Você gosta de The Clash? Você gosta da mistura que o Clash fazia entre punk, reggae e outros estilos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então ouça &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Stiff Little Fingers&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até ontem eu conhecia apenas uma música deles. Resolvi baixar um cd duplo, coletânea e... talvez eu JÁ esteja viciado nas 30 músicas desse CD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes eu pego algum produto e leio sua composição, seu modo de usar, enfim... Todas aquelas informações que ninguém lê. É bom que eu aprendo um pouco mais de espanhol! =P&lt;br /&gt;A bola da vez foi o creme de barbear &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;BIC For Men&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Já estava quase terminando de ler tudo e minha única surpresa havia sido pequena. Há ácido na composição. Colocamos ácido na cara para ficarmos bonitos para as mulheres!!! Mas isso não era lá grande surpresa, tem ácido em quase tudo. Foi a última frase, na parte de "Precauções", que chamou minha atenção: &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Não usar em crianças menores de 3 anos de idade."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... pausa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos analisar como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NÃO USAR O CREME DE BARBEAR EM CRIANÇAS MENORES DE 3 ANOS. POR QUÊ EU COLOCARIA UM CREME DE BARBEAR, COM ÁCIDO NA COMPOSIÇÃO, NA CARA DE UM BEBÊ?????&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, eu espero MUITO que o meu filho (no dia que eu tiver um filho) nunca precise usar BIC For Men antes dos 3 anos de idade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais. Gracias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-295486325174331676?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/295486325174331676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=295486325174331676&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/295486325174331676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/295486325174331676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2008/07/comentrio-ii.html' title='Comentário III'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-5202812687731456238</id><published>2008-07-20T04:48:00.003-03:00</published><updated>2008-07-20T04:56:28.654-03:00</updated><title type='text'>Risadas sinceras me interessam</title><content type='html'>Uma vez ouvi dizer que o riso aproxima as pessoas. Ou seja, quando duas pessoas riem juntas, do mesmo fato, da mesma frase, da mesma cena, enfim, elas acabam criando vínculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre reparei nisso. Nada melhor que algo, que duas pessoas acham graça, ser lembrado para quebrar o gelo entre esses dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez uma piada. Talvez o tombo de um terceiro. Talvez uma ironia sutil. Não importa. As diferenças diminuem consideravelmente quando nos pegamos rindo, gargalhando com alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E muitas vezes nada disso é preciso. Quem nunca começou a rir muito sem saber o motivo?! Quando a risada da outra pessoa é contagiante, não tem jeito. É risada na certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente fala que minha risada é engraçadíssima, que começam a rir só porque estou rindo. Já ouvi isso de jeitos bons, tipo: "Sua risada é mó gostosa!" e de jeitos assim não tão elegantes: "Sua risada é ridiculamente engraçada..." &lt;br /&gt;Mas de qualquer forma, fico feliz em saber disso. Afinal, se as pessoas riem tanto com a minha risada, de um jeito ou de outro, estou transmitindo a alegria que me acomete naquele momento. E mais do que isso, estou me aproximando daqueles que resolvem, ou não, rir comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda um nível mais elevado: aquele que, por um motivo muito fútil aos olhos dos outros, as risadas entre duas pessoas começam e se estendem por minutos e minutos, fazendo as bochechas e a barriga começarem a doer, quase que como tendo cãibras e os olhos se encherem de lágrimas. A chamada 'crise de riso'. E quem numa dessas crises de riso não sentiu uma vontade quase incontrolável de abraçar a pessoa que ri contigo?! &lt;br /&gt;Rir, abraçar, aproximar... tem a ver, né?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, vamos rir. Rir muito. Vamos rir dos outros, rir das piadas mais sem-graça, rir de nós mesmos. &lt;br /&gt;As pessoas se tornam melhores quando começam a rir de si mesmas! &lt;br /&gt;Vamos rir. Vamos gargalhar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos fazer... como ele!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_fPbCjqTu_g&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_fPbCjqTu_g&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Meu pai chora de rir há pelo menos 50 anos de um gracejo que ouviu na escola.&lt;br /&gt;O professor de português exemplificou o que lecionava com a frase: "O trabalhador comia o pão com o suór de seu rosto." &lt;br /&gt;O garotinho que sentava ao lado do meu pai virou pra ele e cochichou: "Eu prefiro com queijo."&lt;br /&gt;Acho SENSACIONAL meu pai rir desta baboseira há tanto tempo, sempre que lembra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-5202812687731456238?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/5202812687731456238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=5202812687731456238&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/5202812687731456238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/5202812687731456238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2008/07/risadas-sinceras.html' title='Risadas sinceras me interessam'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-5541152596295786672</id><published>2008-07-02T22:10:00.007-03:00</published><updated>2008-08-10T02:02:59.454-03:00</updated><title type='text'>Comentário II</title><content type='html'>Calma, vocês não estão vendo uma miragem. Já estou postando novamente.&lt;br /&gt;Na verdade nem eu esperava voltar com tanta rapidez. Aliás, a maioria das pessoas que deve estar lendo isso agora nem deve ter visto meu post anterior. Peço que leiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas estou aqui pois eu não poderia deixar de comentar sobre o que acabo de ouvir.&lt;br /&gt;Começa a transmissão da final da Libertadores e o repórter da Globo vai até o goleiro Fernando Henrique, do Fluminense, perguntar sobre a dificuldade que o time teria pela frente para sagrar-se campeão, já que para isso o time brasileiro teria que fazer 3 gols de vantagem no LDU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;-E aí, Fernando Henrique, o que o Fluminense precisa para sair daqui com o título?&lt;br /&gt;-Primeiramente, fazer o primeiro gol! Não adianta a gente fazer 3, 4, sem antes fazer o primeiro... &lt;/span&gt;          &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o.O&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;POR DEUS, ALGUÉM ME EXPLICA ISSO!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Primeiramente fazer o primeiro, segundamente fazer o segundo, terceiramente fazer o terceiro..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora que eu fico imaginando: como é que o Fluminense vai fazer 3 gols sem antes fazer o primeiro?! Já sei. Eles começam pelo segundo gol, aí fazem o terceiro e deixam o primeiro para o finalzinho, só pra dar emoção!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... essa frase está me atormentando... muito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-5541152596295786672?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/5541152596295786672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=5541152596295786672&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/5541152596295786672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/5541152596295786672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2008/07/calma-vocs-no-esto-vendo-uma-miragem.html' title='Comentário II'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-2412401706524324568</id><published>2008-07-01T18:08:00.005-03:00</published><updated>2008-07-01T18:21:04.271-03:00</updated><title type='text'>Uma noite (ou um homem) comum</title><content type='html'>Era natal e ele não estava nem um pouco satisfeito com o ano que estava prestes a virar passado. Olhando pela janela, vendo as luzes enfeitando as árvores, sentiu uma vontade absurda de sair andando pela cidade. Completamente sem rumo, pegou seu maço de cigarros, tomou um copo d'água e saiu de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andava e andava e sentia que não saía do lugar. As mesmas árvores tortas, o mesmo asfalto sujo, a mesma falta de flores em seu caminho. Por um instante achou que estava perdendo tempo, mas continuava a caminhar, enquanto os fogos de artifício estouravam por toda a parte anunciando o ano novo. Pessoas vestidas de branco passavam por ele com um largo sorriso no rosto.  &lt;br /&gt;Sentiu não merecer tudo que tinha. Sentiu o vento refrescando sua pele. Não sentia sono, nem fome. Apenas uma vontade louca de fumar. Seu cigarro, antes sua única companhia, ficara no ano que se foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respirou fundo depois de tropeçar em todas as suas feridas mal cicatrizadas. Não ouvia mais as vozes que, em sua cabeça, diziam para ele ser isso e fazer aquilo. Apostou que essas vozes desapareceram depois de tantos quilometros sendo ignoradas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorriu, enfim. Como não poderia sorrir com aquele clima alegre que tomava conta das ruas?! Era carnaval e ele sentiu que fazia parte daquela festa. Lembrava de tudo que tinha passado. Seus amigos, amores, casas, medos, viagens, trabalhos, risadas, conquistas, decepções, sensações experimentadas... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, tudo era novo. As flores apareceram. As estrelas também. A lua, quase cheia, avisava que era Páscoa. Parou. Estava em uma praça florida. Deitou, cansado, e olhando aquele céu incrível, adormeceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou com os primeiros pingos de chuva batendo em seu rosto. Demorou até se lembrar onde estava e por quê estava ali. Essa última pergunta, aliás, ele não soube responder. Levantou-se pensativo e tomou o rumo de volta para sua casa ensopado pela tempestade que caía. Cruzou com as árvores tortas e viu toda a sujeira do asfalto ser varrida pela correnteza que se formava nas sarjetas. Lavava corpo e alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhecia. As luzes de natal que enfeitavam casas e postes, davam lugar aos raios solares. Era véspera de natal e ele chegava em casa com a sensação estranha de que perdeu um ano com pensamentos e divagações banais. Uma nostalgia que ele não precisava. Tomou um banho, acendeu um cigarro e foi para a janela pensar na vida e planejar o ano novo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-2412401706524324568?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/2412401706524324568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=2412401706524324568&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/2412401706524324568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/2412401706524324568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2008/07/um-homem-ou-uma-noite-comum.html' title='Uma noite (ou um homem) comum'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-3451745916356080858</id><published>2008-04-25T19:30:00.006-03:00</published><updated>2008-04-26T01:59:22.747-03:00</updated><title type='text'>Comentário</title><content type='html'>(postado originalmente e completamente inspirado em http://www.prontofalay.blogspot.com/, blog da Rê)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Éééé, eu também queria MUITO que provassem que os pais não são culpados! Pra ver a imprensa se fodendo, o povo ignorante se fodendo, a justiça se explicando (já que eu não descarto um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;complô&lt;/span&gt; para "achar" os culpados de um jeito mais fácil, no caso o pai e a madrasta), e principalmente... PORQUE EU NÃO CONSIGO E NEM QUERO ACREDITAR NUM POSSÍVEL MOTIVO INFUNDADO DE TAMANHA IMBECILIDADE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    E o padre... hahahah, meu, acho q ele fez isso pra população (mais sem-noção, tipo eu) poder rir um pouco depois de tanta merda... hahaha... q dó. Hoje enquanto eu esperava minha orientação de TCC, conversava com o pessoal do meu grupo sobre o padre voador. Ficamos imaginando hipóteses do por quê que ele teria tido a SENSACIONAL idéia de voar com bexigas. Tipo... velho, se ele quer fazer isso, sai de Goiás! Pelo menos ele cairia, provavelmente, em solo nacional. Na pior das hipóteses ele cairia em algum país vizinho e beleza. MAS O CARA SAIU DO LITORAL!!! hahahaha. A gente cogitou também de ele ter conseguido atravessar o Atlântico. Aí tipo... ele chega no Congo, aterrissa em segurança e pensa: "Graças a Deus estou seguro novamente!!!" aí aparecem 4 leões e o devoram. hahahahah&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Eu estava na sala, comendo pernil do dia anterior, na hora do terremoto. Nem senti também. Mas meu pai sentiu (ele só falou que sentiu depois que saiu na televisão ¬¬ mas é porque ele achou que podia não ter sido... UM TERREMOTO!!!!!!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    E o Fagundes não morreu. Ele é o Juvenal Antena, ele não vai morrer na novela! Por quê diabos as pessoas ainda se perguntam?! ¬¬&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ah, eu nunca achei uma oferta de CDs tão bacana quanto Hives (apesar de eu não curtir tanto Hives), Libertines e Interpol por R$9,90! Esses boxes por 9,90 eu só vejo de Frank Aguiar, Reginaldo Rossi e Lairton e seus teclados. =S&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    1. Vou visitar a Rê em Londres. MESMO.&lt;br /&gt;    2. Quando tiver show do Strokes no Brasil, eu espero muito estar trabalhando. Pois será caro! &lt;br /&gt;    3. Baixo é muito louco. Eu tocaria fácil. E a primeira música que eu iria querer aprender a tocar seria White Riot do The Clash. Mas, na verdade, eu sempre quis tocar bateria.&lt;br /&gt;    4. Uma vez participei de uma promoção que o vencedor escolheria 100 CDs pra ganhar. Achei incrível! Mas não ganhei =/&lt;br /&gt;    5. Quando estou ouvindo uma música, beeem relaxado, começo a visualizar o inexistente clipe dessa música (19:19) em minha cabeça! E esse clipe se torna o clipe mais legal que eu já vi! Eu faço isso sempre!&lt;br /&gt;    6. Dirigir (carro, não clipe) é legal! Só não tenho carro pra dirigir... Alguém me dá?&lt;br /&gt;    7. Escreva uma carta.&lt;br /&gt;    8. Massinhas de modelar são legais, mas elas devem enjoar muito rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-3451745916356080858?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/3451745916356080858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=3451745916356080858&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/3451745916356080858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/3451745916356080858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2008/04/comentrio.html' title='Comentário'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-427953177888732648</id><published>2008-04-25T19:05:00.000-03:00</published><updated>2008-06-11T20:38:11.104-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>É que às vezes eu esqueço que tenho um blog...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-427953177888732648?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/427953177888732648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=427953177888732648&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/427953177888732648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/427953177888732648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2008/04/que-s-vezes-eu-esqueo-que-tenho-um-blog.html' title=''/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-2635512973492266698</id><published>2008-04-04T23:27:00.005-03:00</published><updated>2008-04-19T19:17:42.079-03:00</updated><title type='text'>Metáforas (não)circulares blá blá blá - Parte II</title><content type='html'>Ele resolveu esperar. Talvez não tenha resolvido nada e talvez não tivesse o que fazer. Poderia, sem saber ao certo, já ter pulado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o fato é que era teimoso e não desceria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não desistiria sem antes ver onde aquilo ia dar. &lt;br /&gt;E não precisou de muito tempo para que ele tivesse certeza do que queria e de que em hipótese alguma sairia pela tangente. &lt;br /&gt;Ele queria voar e o faria cedo ou tarde. A qualquer custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não minto que ali, por trás de suas convicções e de seu otimismo, não havia dúvidas. Nem que não havia medo de não conseguir e de ser tudo em vão. Havia. Mas naquela noite, depois daquela conversa e daquele momento, ele passou a ter certeza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma certeza que seus pés não encontravam o chão e que, depois de muito tempo, ele havia se deixado voar. &lt;br /&gt;E a alegria tomou conta dele quando percebeu que, talvez pela primeira vez, não voava sozinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram dois voando alto e se divertindo sem saberem ao certo - e sem se preocuparem - se chegariam no chão ou na Lua. O que importava é que estavam juntos, desbravando o céu. O tempo se abriu dando espaço a uma sensação nova, que só eles podiam sentir. &lt;br /&gt;Ele se orgulhava. &lt;br /&gt;Ela surpreendia-se consigo mesma. &lt;br /&gt;Flutuavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E onde isso tudo vai parar? Eles não querem saber. Só querem continuar voando por aí...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-2635512973492266698?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/2635512973492266698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=2635512973492266698&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/2635512973492266698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/2635512973492266698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2008/04/metforas-nocirculares-bl-bl-bl-parte-ii.html' title='Metáforas (não)circulares blá blá blá - Parte II'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-5382851361899127797</id><published>2008-03-05T00:10:00.012-03:00</published><updated>2008-03-14T23:14:59.657-03:00</updated><title type='text'>Teje preso, Zeca Urubu!!!!</title><content type='html'>&lt;strong&gt;(O cão velho e o vendedor de canetas)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vinha ele novamente. &lt;br /&gt;Eu lá, sentado no degrau de uma casa, em minha rotineira espera de ônibus e comecei a reparar naquele cão que todos os dias vinha em minha direção, levado pela empregada de sua dona. &lt;br /&gt;O ponto de ônibus estava cheio e ele, o cão, não parecia querer passar por lá. Ele não parecia querer passar por lugar nenhum, na verdade. Seu cansaço e desânimo estavam por todo corpo, mas especialmente seus olhos, fundos, transpareciam um desejo inconsciente e reprimido de não mais viver. &lt;br /&gt;Todos ali parados não paravam de olhar. Suas &lt;em&gt;pernas&lt;/em&gt; fracas mal suportando o peso de seu corpo, sua cabeça baixa, seus músculos trêmulos, seu andar vagaroso e inconstante. Parecia buscar ar a cada vez que parava de caminhar e sua respiração, ofegante, chamava a atenção de todos os presentes que, sem querer, paravam no tempo para observar e ter pena daquela situação. Lentamente ele se afastou até sumir de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horas depois, em outro ponto de ônibus (agora voltando pra casa), olhei pro lado e vi um velho. Já havia o visto algumas vezes nos arredores da Paulista. É um senhor bem velho mesmo! &lt;br /&gt;Todos os atributos que citei acima, me referindo ao cão, podem ser perfeitamente aplicados a ele também. Mas tinha uma diferença: o cachorro passeava (mesmo que isso fosse um esforço), apenas. &lt;br /&gt;Já o velho, carregava peso. &lt;br /&gt;Estava trabalhando. &lt;br /&gt;Vendendo canetas, para ser mais específico. &lt;br /&gt;Por quê? Não sei, e aposto que muita gente que o viu também já se fez essa pergunta. &lt;br /&gt;O cachorro, por mais debilitado que estivesse, recebia todo o cuidado de várias pessoas (dona, empregada, possível filho da dona, enfim). Já o senhor... trabalhava para se manter? Para manter outros, o que seria pior?&lt;br /&gt;Não quero entrar em questões sociais para esse texto não ficar gigante e mais chato do que já deve estar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que quero dizer, finalmente, e concluí depois de ter visto e analisado as duas situações que contei, é que devemos viver intensamente cada segundo dessa vida. Aproveitar o máximo possível da força que temos em nossos 20 e poucos anos (ou nem isso) (sim, &lt;em&gt;meu público&lt;/em&gt; é segmentado). Fazer de tudo para não deixarmos escapar aquilo que queremos muito, por medo, preguiça ou comodismo. Enfim, viver de verdade! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, estamos todos sujeitos a passar os últimos dias velhos, como um cão que ninguém nunca imaginou que fosse ficar daquele jeito, e abandonados, como um cansado e solitário vendedor de canetas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a fonte da juventude não funciona nem no desenho do Pica-Pau...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_JCRPkm-iqjU/R9sw_0R-8uI/AAAAAAAAAAU/qZcVcsjPEDM/s1600-h/fonte+da+juventude.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_JCRPkm-iqjU/R9sw_0R-8uI/AAAAAAAAAAU/qZcVcsjPEDM/s320/fonte+da+juventude.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177786069516481250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-5382851361899127797?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/5382851361899127797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=5382851361899127797&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/5382851361899127797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/5382851361899127797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2008/03/o-co-velho-e-o-vendedor-de-canetas.html' title='&lt;em&gt;Teje&lt;/em&gt; preso, Zeca Urubu!!!!'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_JCRPkm-iqjU/R9sw_0R-8uI/AAAAAAAAAAU/qZcVcsjPEDM/s72-c/fonte+da+juventude.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-8584982204095167378</id><published>2008-02-10T21:58:00.000-02:00</published><updated>2008-02-10T22:25:57.920-02:00</updated><title type='text'>Sem desculpas</title><content type='html'>Outro dia eu ouvi um pedido de desculpas "por tudo nos últimos dois meses". Foi o pedido de desculpas mais sem sentido que eu já ouvi!&lt;br /&gt;Esses últimos dois meses foram sensacionais em vários aspectos. E não me refiro apenas às coisas que fiz, como ter viajado com os melhores amigos, ter ido em shows, ter tido a chance de encontrar uma amiga que, de tão longe que mora, quase nunca posso ver, ter tirado a carta de motorista e etc. Não. Quanto a isso não há nem o que discutir. Me refiro aos possíveis motivos daquele pedido estapafúrdio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora! Nesses últimos dois meses eu re-aprendi a enxergar valores que eu já não enxergava. Eu passei por aquela sensação estranha e boa, ao mesmo tempo, daquele misto entre medo e aventura no simples ato de pegar na mão. Eu re-descobri o prazer de ter um ideal. Eu refiz minha coragem. Multipliquei minha ousadia. E nas horas "vagas" ocupei minha cabeça com sonhos deliciosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se existe mesmo um pedido de desculpas a ser feito, este deve partir de mim. Por ter chegado atrasado e ter trazido para você uma enorme interrogação. &lt;br /&gt;Mas eu não pedirei. &lt;br /&gt;De tão bom que esses meses foram e estão sendo, a interrogação chata se transformará numa incontestável exclamação e teremos a certeza que valeu a pena. &lt;br /&gt;Dias lindos (mesmo com chuva), chegarão em 2008. O ano só começa mesmo depois do carnaval. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo está apeeeenas começando...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-8584982204095167378?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/8584982204095167378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=8584982204095167378&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/8584982204095167378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/8584982204095167378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2008/02/sem-desculpas.html' title='Sem desculpas'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-3926613134388463757</id><published>2008-01-16T02:54:00.000-02:00</published><updated>2008-01-16T02:58:28.473-02:00</updated><title type='text'>Metáforas circulares de um paraquedista lóqui</title><content type='html'>Eu me vi lá no alto, na beirada. Não sabia se me jogava, se descia pelas escadas, ou se ficava parado por lá esperando acontecer alguma coisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a real é que a gente nunca decide o que fazer nessas situações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já voei tanto, caí tanto e doeu tanto que nunca mais pulei de grandes alturas. Esse período me serviu para cuidar e praticamente reconstruir minhas asas machucadas. &lt;br /&gt;Na verdade ainda não sei se estou pronto. Na verdade eu já não sei, também, nem se meus pés ainda estão no chão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira providência para voltar a voar seria achar condições propícias para um vôo seguro, ao contrário dos meus vôos anteriores. E essa etapa eu já pulei. &lt;br /&gt;É por consequência desse pulo que minha cabeça recebe diárias e inconscientes doses de "você não pode pular!". &lt;br /&gt;Que sina de só querer lugares difíceis para voar. A culpa não é minha, juro! Tudo estava tranquilo quando cheguei. O tempo virou e eu não pude fazer nada, mas, ainda assim, &lt;s&gt;resolvi ficar&lt;/s&gt; fiquei. &lt;br /&gt;Afinal, apesar das condições adversas, eu senti e sinto certa segurança, além de ter adorado o novo local. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que eu me vi lá no alto, na beirada, e não sabia se me jogava, se descia ou blá blá blá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-3926613134388463757?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/3926613134388463757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=3926613134388463757&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/3926613134388463757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/3926613134388463757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2008/01/metforas-circulares-de-um-paraquedista.html' title='Metáforas circulares de um &lt;em&gt;paraquedista&lt;/em&gt; lóqui'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-1137709849888341702</id><published>2007-12-26T22:16:00.000-02:00</published><updated>2007-12-26T23:05:04.426-02:00</updated><title type='text'>Descobertas de 2007</title><content type='html'>Em &lt;strong&gt;Janeiro&lt;/strong&gt; descobri que trabalhar nas férias é uma bosta. &lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;Fevereiro&lt;/strong&gt; descobri que minha classe a noite era, guardadas raras exceções, igualmente ruim ao fato de trabalhar nas férias e que a grandissíssima maioria das pessoas que eu realmente me importo formavam a classe da manhã. Descobri que existe o tal "inferno astral que antecede o aniversário". Mas tive uma boa idéia.&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;Março&lt;/strong&gt; descobri que minha idéia foi, de fato, muito boa e meu churrasco de aniversário fez meu dia 10 de março um dos dias mais legais da minha vida.&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;Abril&lt;/strong&gt; descobri que meu trabalho não mais me acrescentava em nada e, aliando isso ao salário baixo e à minha não-transferência, resolvi sair. Descobri, então, que me curtíam lá dentro, pois me seguraram trabalhando meio-período. Descobri um novo grupo na faculdade que descobri depois não ser apenas um grupo para trabalho, mas também um grupo de novos amigos.&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;Maio&lt;/strong&gt; descobri que dar blusa pode ser uma bela alternativa de presente para a família (pai e irmão comemoram aniversário em dias seguidos, que costumam fazer sequência também com o dia das mães). E no fim do mês quando eu definitavamente voltaria ao desemprego, descobri que &lt;em&gt;"Resolve suas coisas, e se quiser voltar as portas estarão escancaradas para você"&lt;/em&gt; é uma frase legal!&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;Junho&lt;/strong&gt; descobri que saí na hora certa, afinal chegara o esperado JUCA'07! E descobri o JUCA novamente (todo ano descobre-se algo diferente nessa sigla maneira). Descobri também que algumas pessoas, mesmo escondidas num lugar muito, muito longe, surgem em nossas vidas por quê elas TEM que surgir. &lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;Julho&lt;/strong&gt; descobri que Campos do Jordão nem é tudo isso. Ou melhor, deve até ser... Minha descoberta então é outra: viajar com uma penca de muleques (nem todos tão amigos assim) e apenas duas meninas para uma casa apertada é &lt;s&gt;meio&lt;/s&gt; completamente caótico. Descobri um auto-controle que eu não sabia que tinha e que fez as coisas ficarem em seus lugares, me defendendo do que iria ser ruim para mim.&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;Agosto&lt;/strong&gt; descobri uma balada realmente boa, para querer ir todo fim de semana. Senti saudade do Teatro, visitei o velho grupo e descobri que passou a época. Descobri uma amiga no Sul e comecei a descobrir que ser cara-de-pau é legal pra caramba. &lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;Setembro&lt;/strong&gt; comprovei minha, até então, teoria. Descobri também que pode-se ir em uma balada em outra cidade numa quarta-feira e, no dia seguinte, estar às 8hs na Faculdade apresentando trabalho (dia este, o da balada, que também merece ser lembrado como um dos melhores do ano).&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;Outubro&lt;/strong&gt;, a garota do sul que falei aí em cima veio pra cá e descobri que nossa amizade só pode ser de infância e talvez isso explique o por quê de sermos tão retardados.&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;Novembro&lt;/strong&gt; descobri que não é preciso ter um destino para sair e se divertir, basta estar em boa companhia (me refiro aos 3 diplomatas que costumam ler meu blog). Descobri que tequila é coisa do capeta e que não é bom virar umas 5 seguidas sem contar a jurupinga e a cerveja. Descobri até um cristal que, de certa forma, eu já havia descoberto há mais tempo. (ham?)&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;Dezembro&lt;/strong&gt;, finalmente, descobri que todas essas descobertas e tantas outras que não citei aqui, fizeram do meu 2007 um ano muito legal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a todas as pessoas que fizeram parte deste ano em minha vida, tanto aquelas que já faziam parte como as que eu conheci nesse período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos vemos em alguma madrugada de &lt;strong&gt;2008.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-1137709849888341702?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/1137709849888341702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=1137709849888341702&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/1137709849888341702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/1137709849888341702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2007/12/descobertas-de-2007.html' title='Descobertas de 2007'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-3502314499621538771</id><published>2007-12-24T19:12:00.000-02:00</published><updated>2007-12-24T19:19:37.907-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ainda em tempo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao pegar meu almoço hoje, o rádio da cozinha sintonizava a Nativa FM. (Já perceberam que só rádios da cozinha sintonizam tal estação?!) &lt;br /&gt;Lá estava o cantor Daniel, aquele dos pulinhos engraçados da música "Eu me amarrei" participando de um especial de natal e exibindo seu vasto leque de canções românticas.&lt;br /&gt;Fato interessante é que no final da conversa ele mandou bem:&lt;br /&gt;-Eu e o João Paulo tivemos nataus memoráveis juntos e... - engasguei com o omelete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sim, feliz natal pra você. Não só este, mas como todos os &lt;em&gt;nataus&lt;/em&gt; que ainda estão por vir. Beijão, pessoal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-3502314499621538771?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/3502314499621538771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=3502314499621538771&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/3502314499621538771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/3502314499621538771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2007/12/ainda-em-tempo-ao-pegar-meu-almoo-hoje.html' title=''/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-6884299505623880505</id><published>2007-12-24T19:06:00.002-02:00</published><updated>2008-04-05T01:38:02.071-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Em tempo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ia colocar a letra de uma música do Garotos Podres aqui, &lt;em&gt;homenageando&lt;/em&gt; o velho Noel, mas depois que passei pela Paulista e vi que eles, os noéis, estão em mais de 50 (alguns deles completamente em forma, quebrando a idéia do protótipo gordinho e acabado), achei por bem desistir, temendo retaliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês são legais, Papais Noéis!!! Adoro vocês!!! =D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-6884299505623880505?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/6884299505623880505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=6884299505623880505&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/6884299505623880505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/6884299505623880505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2007/12/em-tempo-eu-colocar-letra-de-uma-msica.html' title=''/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-8806904977731949353</id><published>2007-12-24T18:53:00.000-02:00</published><updated>2007-12-24T21:30:18.965-02:00</updated><title type='text'>Natal</title><content type='html'>Hoje é dia de passar a noite na... &lt;br /&gt;(Calma, vou recomeçar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje será noite de se passar na casa da tia. (Continuou estranho, mas de qualquer forma vou manter) E como todo ano é igual, tenho certeza que neste terei fatos irrefutáveis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisas ruins:&lt;br /&gt;Atualizar as tias sobre Faculdade/trabalho/"namoros", relembrá-las mais uma vez que não faço mais teatro, ouvir os sermões sobre "parar de fumar" do meu tio no meu irmão, aguentar o filho pentelho do sobrinho do meu tio (que não é meu parente. O menino, não meu tio), ter que ficar caçando alguém que eu ainda não tenha abraçado para desejar um feliz natal e ao me despedir achar a tal pessoa (que sinceramente não deve se importar muito), e o principal: à meia-noite, fazer um círculo de mãos-dadas com todos os presentes, fechar os olhos e rezar um Pai-nosso e uma Ave-Maria, e depois, este sim o principal, dar um beijo na imagem do menino Jesus na manjedoura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisas boas:&lt;br /&gt;Comer pernil loucamente (já que estaremos todos sem comida desde o comecinho da tarde), rir das piadas daquele primo que bebeu um pouquinho a mais, quiçá jogar videogame com alguém que também esteja meio sussa de inventar assuntos e o principal: abrir os olhos durante o Pai-nosso e notar meu irmão, um primo e uma prima de olhos abertos rindo contidamente, entrar na onda da risada disfarçada e ainda notar minha mãe abrindo o olho esporadicamente, louca pra entrar na brincadeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahhh, a magia do natal em família.&lt;br /&gt;=)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz natal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-8806904977731949353?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/8806904977731949353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=8806904977731949353&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/8806904977731949353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/8806904977731949353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2007/12/natal.html' title='Natal'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-1805410889671820258</id><published>2007-12-14T02:22:00.000-02:00</published><updated>2007-12-14T02:26:14.744-02:00</updated><title type='text'>Ano novo, blog novo</title><content type='html'>Mas não preciso esperar os fogos de artifício (os quais, depois da queda do meu time para a segunda divisão, estou bem sussa de ouvir novamente) festejando o novo ano que está por vir, para mudar também meu blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, agora ele será diferente e, desta forma, vocês, caros leitores blogueiros, poderão "me ler" mais vezes. Mas diferente como?&lt;br /&gt;Vamos recapitular, voltar à primeira postagem em julho deste ano e lembrar o motivo de eu ter feito um blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"...senti falta de um lugar onde passar esses pensamentos, broncas e ponderações a limpo. Daí resolvi fazer um blog!"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, agora esqueçam tais pensamentos. Esqueçam tais broncas. Esqueçam tais ponderações. Esqueçam, pois se eu as esqueci, não haveria o por quê continuar escrevendo sobre. "Porque eu só sou sentimental quando eu me fodo", já diria o Ecos Falsos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preparem-se para posts nada a ver. Para posts curtos com tentativas minhas de fazer vocês darem risada, ou mesmo um sorrisinho modesto. Ou não se preparem para nada, já que eu não tenho idéia do que postar. Mas aí que está a diferença! Agora eu poderei escrever aqui, inclusive meus momentos mais "sem-idéia", diferentemente da época em que a TV era analógica e eu escrevia sobre um ou outro sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem-vindos à era digital. Bem-vindos ao novo "na madrugada".&lt;br /&gt;(fiquei com preguiça de pensar num final mais legal).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-1805410889671820258?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/1805410889671820258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=1805410889671820258&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/1805410889671820258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/1805410889671820258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2007/12/ano-novo-blog-novo.html' title='Ano novo, blog novo'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-8563966582587825793</id><published>2007-10-26T19:14:00.000-02:00</published><updated>2007-10-26T19:17:56.130-02:00</updated><title type='text'>Renascer</title><content type='html'>Dia desses, vi na TV sobre aquele casal de bispos, que rolou mais uma denúncia contra eles. O dinheiro que eles diziam ser empregado para manter algumas instituições de caridade estava, na verdade, em seus sujos, descarados e largos bolsos (ou em alguma conta no exterior, já que eles estão justa e devidamente presos nos EUA - pois aqui a justiça tarda e falha).&lt;br /&gt;Essa notícia acarretou três conversas minhas com pessoas diferentes e decidi expôr aqui algumas de minhas opiniões que falei nessas conversas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tudo vou deixar claro: para mim, cada um pode ter a religião que quiser e fazer o que bem entender. Quem sou eu para dizer o que é certo ou errado na vida das pessoas?! Aliás, acho sim, que a religião pode mudar para melhor a vida de muita gente. Pode salvar a vida de alguém e isso, com o perdão do trocadilho, é louvável!&lt;br /&gt;A título de curiosidade, eu, particularmente, acredito em muita coisa do espiritismo (apesar de conhecer pouco a respeito), já disse ser agnóstico, mas agora a palavra "ateu" é a que mais se encaixa a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos lá. O que causou revolta em mim quando vi a matéria? Os bispos canalhões que enchem (ou enchiam) o cu com o dinheiro do povo, subterfugiando promessas de vagas no céu e melhorias em casas que cuidam de velhinhos, doidos e pessoas com down? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;O que revolta é o povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo uma analogia barata com o filme sensação do momento, o povo é o mauricinho maconheiro que financia a violência.&lt;br /&gt;Vejamos: o povo se revolta contra o crime. Contra marginais, em geral. Se revolta ainda mais com a politicagem, embora muita gente ainda queira colocar  velhos ladrões de colarinho branco no poder (mas isso é outro assunto). O povo, realmente, se revolta e com razão. Aí, o povo vai na igreja e deixa a sua generosa contribuição em dinheiro (ou até no cartão, sim, tava na matéria!), conquistado com muito suór e trabalho pesado, na "caixinha da igreja". Perfeito. &lt;br /&gt;Por quê não dar o dinheiro de mão beijada também para os políticos ou para os trombadinhas no farol? Sem reclamar, sem protestar, sem se revoltar. Por quê ser tão contraditório?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que ninguém faz isso porque é trouxa! Fazem por ingenuidade. Por ignorância, talvez. Chegamos, assim, a outro ponto revoltante. São essas pessoas, ingênuas, ignorantes, sem recursos e sem saídas que as igrejas aprisionam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João não tem emprego. João não tem dinheiro. Mas João tem uma mulher e filhos. E os filhos de João se afundaram nas drogas. E João precisa alimentá-los e, por isso, fica o dia todo fora de sua minúscula casa, procurando um emprego decente. A mulher de João sente sua falta, mas resolveu trocar João por Toninho. João está desesperado. João entrou na igreja para ver qual é. João assistiu a uma missa alienadora e concluiu que seus problemas tem nome: encosto. E agora João tem a quem culpar e tem quem resolva seus problemas: Deus (Jesus, Budah, Santo Expedito, Chuck Norris, Alá, Seilá). Parabéns, João!&lt;br /&gt;João não está errado. Não para ele, e é isso que importa, certo? A única saída dele é a igreja. Entregar a Deus é a luz no fundo do túnel. É a única forma de esperança que ele encontra para não sair por aí fazendo merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Religião é uma fuga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que revolta é justamente essa covardia. &lt;br /&gt;Covardia de pegar e alienar as pessoas mais desesperadas que, sem saída, se doam de corpo e alma às suas lucrativas instituições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alienação e covardia.&lt;br /&gt;São essas coisas que me irritam quando tratamos de religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fácil e cômodo jogar tudo nas costas de Deus. Seja problema, seja dúvida, seja benção e graça alcançada. É fácil não questionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos imaginar, então, que no mundo ninguém acredita em Deus. Ou melhor. Não existe, nem nunca existiu, a idéia de Deus.&lt;br /&gt;Cada ser-humano possui livre arbítrio e vive em uma sociedade, com regras para o bom entendimento, como as que hoje existem. Porém, tudo isso independente de uma força superior. Cada um buscando sua própria felicidade e bem-estar, não nos céus, mas em um lugar muito mais próximo: dentro de si mesmos. &lt;br /&gt;Todo e qualquer ser-humano possui energia para ser o que quiser. &lt;br /&gt;Ser feliz é uma escolha. &lt;br /&gt;E força para isso não falta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor, a felicidade, a solidariedade, o respeito, enfim... tudo isso independe de religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haveria muito mais respeito entre as pessoas. Não existiria dominação sobre outros seres-humanos. Isso é histórico e deve-se, em muito, às religiões e suas crenças. Seria um mundo mais feliz e mais forte! A tecnologia, por exemplo, avançaria absurdos. Não teria gente se explodindo no Iraque, agora! Aliás, não teria MUITA gente morrendo. Estariam todos mais preocupados em satisfazer seu bem-estar, respeitando o bem-estar do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas isso.&lt;br /&gt;Mudaria bastante coisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei lá, é só minha opinião.&lt;br /&gt;Boa noite e fiquem com Deus. =)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-8563966582587825793?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/8563966582587825793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=8563966582587825793&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/8563966582587825793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/8563966582587825793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2007/10/renascer.html' title='Renascer'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-6771991606208431328</id><published>2007-08-30T20:08:00.000-03:00</published><updated>2007-12-26T22:58:29.233-02:00</updated><title type='text'>Fanfarronices da Grécia</title><content type='html'>Opa, pera aí!&lt;br /&gt;O que ela estava fazendo na minha Faculdade? Conseguiu a carterinha com alguém? Bom, não importa, eu não pensei em nada disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava muito ocupado, procurando em... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tudo isso estávamos nos computadores. E que mania engraçada que as pessoas têm de conversar no MSN com a criatura que está fisicamente AO LADO. E tudo tem dois lados. Num deles era xaveco atrás de xaveco. Eu conheço esses caras, sei que a intenção não era a mais puritana. E isso me irrita. E eu não sei disfarçar. Ahhh, eu não devia estar com ciúmes. Vamos sair daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava muito ocupado, procurando em minha memória, um bom lugar naqueles quatro andares e meio daquele prédio estranho. Era mais do que necessário um bom lugar para nós dois. Tudo já tinha começado, não tinha nem como voltar atrás e àquela altura não havia mais o que pensar, perguntar, conversar ou temer. Não naquela hora.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calma aí, ninguém entra na quadra quando ela está escura. Vem.&lt;br /&gt;Porra de treino! E nem da faculdade são!&lt;br /&gt;E aquela escada? Ela não leva a lugar nenhum! Pelo menos, não lembro de ter visto nada legal ou relevante na única vez que subi lá. Vamos?&lt;br /&gt;De onde surgiu tanta gente aqui??? O Centro Acadêmico tá tão mudado assim? Ah, vem logo pra trás desse grupinho nerd. Aqui ninguém vai ver a gente. Me dá um abraço e... Ah, zuô, hein... &lt;br /&gt;Todo mundo resolveu pegar a carteirinha de alguém? Ah, também não pensei isso. Estava muito ocupado arquitetando alguma coisa.&lt;br /&gt;Finge que tá chorando, sei lá.&lt;br /&gt;Beleza, deu certo. Vamos sair fora, vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, Morpheu, acho que você errou no tempo, hein...&lt;br /&gt;Isso hoje? Hoje??? Ah, tá me tirando!&lt;br /&gt;Se bem que toda vez que eu sonhei com isso, acontec...ihhh. &lt;br /&gt;Agora não, Mórfis, nem zôa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vê se tira isso da minha cabeça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ter sido divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Momento Wikipedia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Morpheu (...) é o deus grego dos sonhos. (...) tem a habilidade de assumir qualquer forma humana e aparecer nos sonhos das pessoas como se fosse a pessoa amada por aquele determinado indivíduo. Seu pai é o deus Hipnos, do sono. Os filhos de Hipnos, os Oneiroi, são personificações de sonhos, sendo eles Icelus, Phobetor, e Phantasos. Morpheu foi mencionado no Metamorphoses de Ovídio como um deus vivendo numa cama feita de ébano numa escura caverna decorada com flores.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-6771991606208431328?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/6771991606208431328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=6771991606208431328&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/6771991606208431328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/6771991606208431328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2007/08/fanfarronices-da-grcia.html' title='Fanfarronices da Grécia'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-1047830991216910291</id><published>2007-08-19T22:54:00.000-03:00</published><updated>2007-08-19T23:23:38.452-03:00</updated><title type='text'>Aquele grupo de Teatro</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Escrevi esse texto na quinta. Mas o &lt;s&gt;blog&lt;/s&gt; explorer não tava sendo meu amigo e me tesourava toda vez que eu clicava em "nova postagem". Aí apelei para o Firefox. Talvez seja por quê o navegador esperava mais um texto falando sobre sentimentalismos baratos ou não. Mas como não tá acontecendo nada de novo, o único texto que escrevi sem desistir no meio e apagar por ser repetitivo, foi esse aí.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anteontem resolvi visitar meu velho grupo de Teatro.&lt;br /&gt;Saber como as coisas estavam por lá, como estavam os ensaios, se algo tinha mudado, quem ainda tava, quem tinha entrado... Essas coisas de quem não faz, há muito tempo, algo que adorava fazer. &lt;br /&gt;Chamei logo uma amiga, que também fazia teatro comigo e também teve que largar devido à Faculdade e suas implicações. Ela topou na hora, disse que também estava com saudades e já havia pensado nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ensaio foi hoje. &lt;br /&gt;Logo ao chegar, fui já acometido pelos primeiros sentimentos de nostalgia. Aquele chão branco e cinza, aquela escada verde, aquele palco, aquelas bancadas, aquelas paradas que ficam girando no teto e que me fazem ficar pirando (não, não são ventiladores)... &lt;br /&gt;Mas senti falta de gente. Nosso grupo, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;aquele&lt;/span&gt; que eu participei e que foi, nas palavras das nossas queridas professoras "um grupo raríssimo, com vários talentos, onde todos se dão bem, coisa que eu não via há pelo menos 20 anos", não era aquele. Nosso grupo tinha um montão de gente, pelo menos 25 pessoas. Dentre essas, ao menos 10 eram (e são) atores e atrizes que não se encontram em qualquer grupo de teatro amador e de colégio. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Aquele grupo&lt;/span&gt; simplesmente acabou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o Teatro do meu colégio se mantém vivo. Mas não é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;aquele grupo&lt;/span&gt;. É um grupo normal com só dois remanescentes &lt;span style="font-style:italic;"&gt;daquele grupo&lt;/span&gt; raro. Dois dos "aos menos 10". Mas só dois. &lt;br /&gt;E agora 10 é o número do total. É estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dado momento me bateu uma tristeza de pensar que cada um foi pro seu lado, deixando o teatro para trás. Não que eu ache errado. Eu mesmo fui um desses, não é? Precisamos fazer escolhas na vida o tempo todo e eu respeito as decisões de cada um. Mas que dá uma sensação de "isso não podia ter morrido!", dá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volta e meia, eu e mais 5 dos 10, cogitamos voltar. Um grupo novo, mais enxuto e mais profissional. Mas qual horário é livre para todos? Nenhum! E mesmo que tivesse esse horário, montar um grupo de teatro independente não é tão simples quanto parece. &lt;br /&gt;É bem verdade que se quisérmos muito e corrermos atrás, trabalhando arduamente, conseguiremos tudo (credo, daqui a poco aparece a Xuxa cantando Lua de Cristal por aqui...), mas por enquanto é impossível. Quem sabe um dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei agora de abraços de despedida atrás de um palco, logo quando se fecharam as cortinas de uma peça que fizemos. A última peça com todo mundo. A frase: "A gente ainda vai se encontrar pelos palcos da vida!", dita com emoção por mais de uma pessoa, foi ouvida várias vezes. Tento acreditar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, sinto apenas que passou. &lt;br /&gt;Pode voltar, já que adorei cada um dos momentos das várias e várias aulas e quase dez peças que apresentamos. Mas passou.&lt;br /&gt;E se, num dia longínquo, eu encontrar em algum palco da vida real, ou não, qualquer um dos que fizeram parte daquele grupo, tenho a certeza que vamos lembrar sorrindo desses momentos. Afinal, nunca deixamos tudo para trás. Sempre fica a alegre lembrança de algo que foi sensacional, em todos os sentidos, enquanto durou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Nem a loucura do amor, da maconha, do pó, do tabaco e do álcool&lt;br /&gt;vale a loucura do ator quando abre o ciclô sob as luzes no palco&lt;br /&gt;Bastidores, camarins, coxias e cortinas&lt;br /&gt;são outras tantas pupilas, pálpebras, retinas&lt;br /&gt;Nem uma doce oração, nem sermão, nem comício à direita ou à esquerda&lt;br /&gt;Fala mais ao coração do que a voz de um colega que sussurra merda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;noite de estréia, tensão, medo, deslumbramento, feitiço, magia&lt;br /&gt;Tudo é uma grande explosão, mas parece que não&lt;br /&gt;Quando é o segundo dia&lt;br /&gt;Já se disse não foi uma vez, nem três, nem quatro&lt;br /&gt;Não há gente como a gente, GENTE DO teatro&lt;br /&gt;Gente que sabe fazer a beleza nascer pr'além de toda perda&lt;br /&gt;Gente que pôde entender para sempre o sentido da palavra merda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Merda, merda pra você, desejo merda&lt;br /&gt;Merda pra você também, diga merda e tudo bem&lt;br /&gt;Merda toda noite e sempre, amém."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Merda a todos.&lt;br /&gt;Obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_JCRPkm-iqjU/Rsj6_r2NECI/AAAAAAAAAAM/7TMTGtFSzgk/s1600-h/C%C3%B3pia+de+Imagem+020.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_JCRPkm-iqjU/Rsj6_r2NECI/AAAAAAAAAAM/7TMTGtFSzgk/s320/C%C3%B3pia+de+Imagem+020.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100602550005862434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-1047830991216910291?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/1047830991216910291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=1047830991216910291&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/1047830991216910291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/1047830991216910291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2007/08/aquele-grupo-de-teatro.html' title='Aquele grupo de Teatro'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_JCRPkm-iqjU/Rsj6_r2NECI/AAAAAAAAAAM/7TMTGtFSzgk/s72-c/C%C3%B3pia+de+Imagem+020.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-3296651180695837908</id><published>2007-07-21T03:28:00.000-03:00</published><updated>2007-07-21T03:47:07.511-03:00</updated><title type='text'>Silêncio</title><content type='html'>Naquela noite, as palavras não chegaram com a mesma força e empolgação de sempre.&lt;br /&gt;Na verdade, não havia o por quê das palavras.&lt;br /&gt;Sabíamos exatamente o que poderíamos falar e o que ouviríamos.&lt;br /&gt;Daí fez-se o silêncio.&lt;br /&gt;Cortado apenas por uma constatação:&lt;br /&gt;"triste. mto triste".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu já escrevi sobre isso...&lt;br /&gt;Estou tipo tirando o pó do blog, depois da viagem.&lt;br /&gt;Viagem?&lt;br /&gt;Viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe um dia.&lt;br /&gt;Agora não.&lt;br /&gt;Agora é &lt;em&gt;viagem.&lt;br /&gt;Viagem.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não quero aquele tipo de silêncio de novo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-3296651180695837908?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/3296651180695837908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=3296651180695837908&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/3296651180695837908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/3296651180695837908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2007/07/silncio.html' title='Silêncio'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-6449958646407361960</id><published>2007-07-14T00:34:00.000-03:00</published><updated>2007-07-14T00:44:07.158-03:00</updated><title type='text'>A distância, a saudade e o sonho</title><content type='html'>Normalmente, a saudade é proporcional à distância. &lt;br /&gt;Nesse caso tudo inverteu-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, ela, a distância, é relativa. &lt;br /&gt;E eu não falo de geografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem o fato de ser uma sexta-feira 13 muda meu modo de pensar, nem tampoco meus perfeitos e mágicos devaneios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como bom otimista que sou, me vi parado olhando o movimento.&lt;br /&gt;Meus olhos percorriam a multidão em sua busca. Sem qualquer certeza.&lt;br /&gt;Quem sabe o acaso é mais amigo do que penso?!&lt;br /&gt;De tão anestesiado pelo vai-e-vem de gente estranha, meus olhos, novos em folha, perderam-se. É claro que você não estava lá. No meio de tanta gente, fiquei só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É. Uma oportunidade rara foi embora pelo ralo dos compromissos. Nossa vontade não valeu de nada em meio a tantos empecilhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jeito é pensar que se não foi, não era pra ser. Não agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esperar uma nova chance. Mais clara e limpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando bem, eu queria demais.&lt;br /&gt;Como diria um querido por aí:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Sonho é doce, mas engorda..."&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-6449958646407361960?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/6449958646407361960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=6449958646407361960&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/6449958646407361960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/6449958646407361960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2007/07/distncia-saudade-e-o-sonho.html' title='A distância, a saudade e o sonho'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-4460538501353127812</id><published>2007-07-11T04:14:00.000-03:00</published><updated>2007-07-11T04:18:41.530-03:00</updated><title type='text'>Não tem de abacaxi?</title><content type='html'>Ah, entendi.&lt;br /&gt;É só um jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo entrar nele e ganhar uma peça por dia?&lt;br /&gt;Ou devo fugir dele, dando um xeque-mate de uma só vez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque agora, se eu entrar, não vai ser para perder.&lt;br /&gt;E o meu conceito de "ganhar" ou "perder" não é o mesmo de antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"A culpa é sua, sua, sua e me pague um sorvete."&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-4460538501353127812?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/4460538501353127812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=4460538501353127812&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/4460538501353127812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/4460538501353127812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2007/07/no-tem-de-abacaxi.html' title='Não tem de abacaxi?'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-1274208414360521650</id><published>2007-07-09T05:21:00.000-03:00</published><updated>2007-07-09T05:32:51.395-03:00</updated><title type='text'>O retorno da caminhada elegante</title><content type='html'>Veio.&lt;br /&gt;Disse o que sentia.&lt;br /&gt;Foi bem convincente em suas poucas palavras.&lt;br /&gt;Colocou dúvidas sobre o que eu havia pensado.&lt;br /&gt;Será?&lt;br /&gt;Até &lt;em&gt;me ajudou&lt;/em&gt; a fazer o que, outrora, enxerguei ser a solução.&lt;br /&gt;E ficou nisso.&lt;br /&gt;E ficou bem.&lt;br /&gt;Mas ficou engasgado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-1274208414360521650?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/1274208414360521650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=1274208414360521650&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/1274208414360521650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/1274208414360521650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2007/07/o-retorno-da-caminhada-elegante.html' title='O retorno da &lt;em&gt;caminhada&lt;/em&gt; elegante'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-1394685085808144617</id><published>2007-07-06T04:32:00.000-03:00</published><updated>2007-07-06T04:51:46.062-03:00</updated><title type='text'>Quando Tudo Escurecer</title><content type='html'>Esse pode ser um bom lugar pra eu colocar as letras de música que eu fiz.&lt;br /&gt;Não que valha a pena, mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a mais &lt;em&gt;recente&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando Tudo Escurecer&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Aproveite este momento&lt;br /&gt;Que amanhã talvez,&lt;br /&gt;Pode tudo escurecer&lt;br /&gt;Mas não pense que outra vez&lt;br /&gt;Estarei lá para acender&lt;br /&gt;A chama que apagas.&lt;br /&gt;Mas agora eu cansei.&lt;br /&gt;Aproveito o teu desdém&lt;br /&gt;E vou-me embora te esquecer&lt;br /&gt;Pois te alimenta e te faz bem&lt;br /&gt;Ver quem gosta a sofrer.&lt;br /&gt;Vê se quando acabar,&lt;br /&gt;E todo o êxtase passar,&lt;br /&gt;E a alegria terminar,&lt;br /&gt;Não vá mais me procurar...&lt;br /&gt;Estarei longe em outro olhar.&lt;br /&gt;Não sou brinquedo de ninguém.&lt;br /&gt;Vai precisar de outro alguém,&lt;br /&gt;Mas não sou eu a esperar.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso que dá ouvir muito Projeto Murphy...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-1394685085808144617?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/1394685085808144617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=1394685085808144617&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/1394685085808144617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/1394685085808144617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2007/07/quando-tudo-escurecer.html' title='Quando Tudo Escurecer'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8279997006783140767.post-3649176718257525660</id><published>2007-07-05T03:18:00.000-03:00</published><updated>2007-07-05T04:06:05.912-03:00</updated><title type='text'>Na madrugada.</title><content type='html'>Pois é, estou de férias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sabe aqueles momentos em que você quer algo novo? Que pode ter alguma utilidade, ou mesmo não ter utilidade nenhuma. Apenas algo que te distraia, te faça pensar e talvez até, um dia, lendo tudo que já escreveu te dê alguma explicação lógica daquilo que você sempre quis entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom... Ontem mesmo me peguei pensando isso. Era madrugada, obviamente. Uma madrugada que, como tantas outras nas férias, parecia caminhar muito bem. Maas, deu aquela manquitolada no final. Manquitoladinha de leve, nada assustador. Mas que, aliada ao meu despertar às 15 horas e 30 minutos do dia em que acordei mais tarde no ano, já me fez ficar pensando até o sol do dia seguinte raiar. Ponderei tudo, achei uma solução &lt;em&gt;sensata&lt;/em&gt;. Mas senti falta de um lugar onde passar esses pensamentos, broncas e ponderações a limpo. Daí resolvi fazer um blog! (ainda mais depois de ler alguns textos geniais que eu sempre quis escrever em blogs de amigos). Por que não entrar nessa, não é? E por que um blog, se eu já tenho um fotolog, que &lt;s&gt;me serve&lt;/s&gt; aparentemente me serve da mesma maneira? Ora. Todos conhecem o meu fotolog e nem tudo que se passa na minha cabeça pode ir parar lá. É muito POP, sabe? Não gosto de POP! Aqui sim. Não vou pensar muito antes de escrever. E ainda tenho dúvidas quanto à divulgação praticamente inexistente desse blog. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade eu nem sei quanto tempo eu vou aguentar fazendo essa brincadeira de abrir o livro no escuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem... Se você chegou até aqui, arrume sua lanterna, que como diria a Bruxa do Pica-Pau: "...e lá vamos nós!!!".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8279997006783140767-3649176718257525660?l=na-madrugada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://na-madrugada.blogspot.com/feeds/3649176718257525660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8279997006783140767&amp;postID=3649176718257525660&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/3649176718257525660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8279997006783140767/posts/default/3649176718257525660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://na-madrugada.blogspot.com/2007/07/na-madrugada.html' title='Na madrugada.'/><author><name>Tchelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273754813591497776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
