3 da manhã.
Ou 4. Não sei, perdi a noção pelo meu longo tempo acordado.
Me reviro na cama, mas sempre que o sono começa a me tomar, o maldito gato na rua solta mais um de seus miados altos e estridentes.
Gato no cio é foda. O barulho que eles fazem parece mais com gritos de uma criança irritante que precisa urgentemente de fonoaudiologia. E eles não cansam de miar, o mais alto possível, até descolarem uma transa felina.
E eu sem conseguir dormir. Nessas condições minha mente viaja. Vai no passado, no futuro e em lugares inexistentes, quase que como um sonho, porém ainda acordado. Ou só parcialmente. É quando vem aquele bem-estar dos segundos pré sono profundo. E quando as pálpebras se tocam, o miado corta o silêncio que vai embora com a sensação gostosa.
Maldito gato!
E a cena se repete.
E se repete.
E se repete.
Maldito gato...
Deve ser umas 5 da manhã. Olho pela janela, irritado, e tento achar o filho da puta. Mas do alto de 17 andares não vejo nada. Me deito novamente.
Só consigo ouvir o miado. E mais um. E outro.
De repente escuto um tiro. Acharam o filho da puta.
E depois disso, o silêncio reina absoluto na madrugada do bairro.
Sem dúvidas, o silêncio mais barulhento que meus ouvidos não ouviram. Sem dúvidas, eu preferia os miados do gato.
Não consigo mais dormir.
Maldito silêncio.
Um homem de sorte
Há um dia
Um comentário:
A Vila Pompéia não é para amadores!
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